2026 Odemira
Undercurrents, counterspells

O que pode o cinema ainda fazer quando a omnipresença de imagens fê-las perder a sua capacidade de perturbar? Quando o vínculo entre imagem e ação parece ter sido rompido? O seminário Doc’s Kingdom 2026 parte destas questões para uma reflexão mais ampla sobre as condições de produção, divulgação, e recepção de imagens em tempos de expropriação acelerada e de brutalidade colonial genocida.

 

Assim, o programa inspira-se no trabalho de cineastas comprometidos com a imaginação revolucionária e com a reflexão sobre imagens históricas—que anteriormente se acreditava poder transmitir tal imaginação. Inspira-se ainda nas formas coletivas e comuns que nunca foram propriedade de uma única pessoa ou entidade, e na opacidade das imagens como reivindicação política. Em conjunto, os filmes dos cineastas evocam cinco séculos de resistência mesoamericana à violência colonial, evocam o movimento de libertação palestiniano e as consequências de experiências utópicas na ex-Jugoslávia, no Líbano do pós-guerra e no Portugal rural. O que une estes cineastas é menos um tema do que um conjunto de contra-correntes partilhadas: a recusa em conceber a imagem como mera prova documental; a memória como trabalho de desorientação coletiva e a criação de transes visuais e sónicos capazes de reativar uma sensibilidade entorpecida por feitiços algorítmicos.

 

Estes filmes resistem a uma tradução para a gramática audiovisual dominante e exigem dos seus espectadores algo que a atual economia da imagem desencoraja ativamente: arriscar contrafeitiços capazes de sacudir os nossos corpos e levá-los a movimentos.

 

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Sessão #1,
Mais informação em breve.
Sessão #2,
Co-direção
Stefanie Baumann, Catarina Boieiro
Comité de programação
Jowe Harfouche, Victor Guimarães, Catarina Boieiro, Stefanie Baumann
Direção de produção
Raquel Rolim Batista
Assistente de produção
Vítor Paixão
Diretor técnico
Lucas de Lima
Comunicação
Mariana Silva
Hospitalidade
Ana Manana
Identidade Visual e design gráfico
Nuno da Luz
Produtor local
Ricardo Amélio
Técnica de som
Mariana Pinho
Filmes apresentados
Abbas Kiarostami
Filmes apresentados
Abderrahmane Sissako

Abderrahmane Sissako é um realizador e produtor nascido na Maurícia, conhecido pelos seus filmes que exploram a globalização e a deslocação forçada. Estudou cinema no Federal State Film Institute em Moscovo e, nos anos 90, instalou-se em França. A sua primeira longa-metragem, Waiting for Happiness (2002), ganhou o Prémio FIPRESCI no Festival de Cannes de 2002. As suas longas-metragens Bamako (2006) e Timbuktu (2014) foram amplamente aclamadas, tendo esta última sido selecionada para competir pela Palma de Ouro e nomeada para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Filmes apresentados
Adirley Queirós
Filmes apresentados
Adriana Vila Guevara

Adriana Vila Guevara é uma cineasta e antropóloga venezuelana que vive em Barcelona, Espanha. O seu trabalho move-se no âmbito do cinema experimental de não-ficção, influenciado por uma relação reflexiva com o mundo e com o ser. As suas peças fílmicas abraçam a materialidade e a imaterialidade cinematográficas, combinando formatos analógico-fotoquímicos e de vídeo, como canal único, performance cinematográfica e instalação. Adriana interessa-se pela intersecção entre poética e política, e como o cinema pode explorar e transformar estados de consciência (ou confusão), como um estímulo útil para os tempos que vivemos e os tempos que virão. Co-fundadora do laboratório independente de cinema analógico Crater-Lab, durante a última década dedicou-se ao desenvolvimento e partilha de processos DIY na produção cinematográfica analógica. Colabora com universidades nacionais e internacionais, instituições de cinema e arte, ensinando apaixonadamente práticas laboratoriais fotoquímicas experimentais e de não-ficção, bem como outras abordagens à antropologia e metodologias etnográficas para as artes. Tem exibido o seu trabalho em festivais e centros de arte relevantes, na Europa, América do Norte e América Latina.

Filmes apresentados
Ágata de Pinho
Filmes apresentados
Aily Nash
Filmes apresentados
Alberto Seixas Santos
Filmes apresentados
Aleksandr Sokurov
Filmes apresentados
Alexander Gerner

Baviera, 1970. Vive em Lisboa há cinco anos, mas trabalha entre a Alemanha, Portugal e Noruega. É autor e encenador de vários projectos que combinam teatro com vídeo e documentário. Entre os seus mais recentes trabalhos estão Fiel Amigo — A Friend That Can Be Trusted, espectáculo que documenta histórias de amizades e serve ao público uma sopa de bacalhau, e What Keeps You Awake, baseado em relatos de insónias.

Filmes apresentados
Alexandra Cuesta

A cineasta e fotógrafa Alexandra Cuesta vive e trabalha entre o Equador e os Estados Unidos. Os seus vídeos e filmes em 16mm são retratos de lugares públicos, paisagens urbanas e das pessoas que os habitam. Reminiscente de práticas documentais como a fotografia de rua, o trabalho de Cuesta está enraizado na sensibilidade poética e lírica da vanguarda, combinando práticas documentais e antropologia visual, investigando a reciprocidade do olhar na representação baseada no tempo.

Filmes apresentados
Aliona Polunina

Aliona Polunina nasceu na Rússia em 1977. Antes de realizar documentários, estudou pintura e trabalhou como redatora em revistas de moda e estilo de vida. Em 2002, ganhou uma bolsa de estudo e inscreveu-se no curso superior de argumentistas e produtores, no departamento de filmes de não ficção. Licenciou-se em realização e escrita de argumentos em Moscovo em 2004.

Filmes apresentados
Alison O’Daniel

Alison O’Daniel é uma artista visual e cineasta que trabalha com som, imagem em movimento, escultura, instalação e performance, cujo trabalho é gerado a partir de um profundo envolvimento com sonoridade, acústica, acesso e incorporação complexa. Informada pelas suas experiências como surda/com deficiências auditivas e colaborações com outras pessoas no espectro de surdez – incluindo compositores, atletas, músicos e atores – Alison constrói um vocabulário visual, auditivo e háptico que revela uma política de som que excede o auditivo. O seu filme mais recente e multipremiado, The Tuba Thieves (2023), usa roubos de tuba na vida real em Los Angeles como um trampolim para explorar criticamente como a história das segregações sonoras está profundamente enraizada nos espaços urbanos por meio do design e da mediação do som, como o som viaja através desses substratos e quem está autorizado ou obrigado a ouvi-lo. Ela é professora assistente de cinema no California College of the Arts, em São Francisco.

Filmes apresentados
Allan Sekula
Filmes apresentados
Amy Halpern

Amy Halpern (1953, Nova Iorque) estudou artes plásticas e dança, que praticou junto de Anna Sokolow e Lynda Gudde. Começou a fazer filmes em 8mm em 1972, mudou-se para Los Angeles em 1974 para estudar cinema na UCLA. É autora de cerca de 40 curtas-metragens, a maioria delas em 16mm, e de uma única longa-metragem, FALLING LESSONS (1991, 64’, 16mm). Halpern co-fundou duas cooperativas de exibição dedicadas a promover e divulgar cinema experimental: a New York Collective for Living Cinema (1972-1982) e a Los Angeles Independent Film Oasis (1975-1980). Alternou a sua própria criação fílmica com o trabalho noutras produções, dentro e fora de Hollywood, como directora de fotografia, iluminação e na área dos efeitos especiais. Colaborou com cineastas como Charles Burnett, Julie Dash, Shirley Clarke, Chick Strand, Barbara Hammer. Trabalhou também como arquivista, programadora e professora de cinema na Universidade do Sul da Califórnia, na UCLA e noutras instituições. Amy Halpern faleceu em agosto de 2022.

Filmes apresentados
Ana Hatherly
Filmes apresentados
Ana Vaz
Filmes apresentados
Anastasia Lukovnikova
Filmes apresentados
André Gil Mata
Nascido em 1978, em São João da Madeira, estudou matemática e trabalhou em fotografia e teatro antes de iniciar a sua carreira como realizador. Desde 2001 e até 2008 colaborou com o Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira como curador. Fundou o laboratório independente de fotografia e cinema Átomo 47. Foi também fundador da produtora Bando À Parte. A sua estreia na realização, a curta-metragem Arca d'Água (2009), foi exibida em vários festivais intercionais tendo arrecadado vários prémios. Em 2010, foi seleccionado para o Campus de Talentos da Berlinale. casa (2010), a sua segunda curta-metragem, foi exibida no Indie Lisboa e no Festival de Cienma Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira. Cativeiro (2012), a sua primeira longa documental, foi premiada no DocLisboa, recebendo ainda o prémio DocAlliance. O Coveiro (2013), a sua terceira curta-metragem, recebeu o prémio Mèlies d'Argent. Como me Apaixonei por Eva Ras (2016), a sua primeira longa-metragem de ficção, teve estreia no Fid Marseille, onde recebeu uma Menção Especial do Júri da Competição Internacional, e foi exibida em inúmeros festivais, entre os quais a Viennale, Mar del Plata, Roterdão, Jeonju e o festival First Look do Museu da Imagem em Movimento em Nova Iorque. Em 2017, a sua curta-metragem Num Globo de Neve foi premiada no festival Indie Lisboa. O seu mais recente filme, Árvore (2018), teve a sua estreia mundial na 68ª Berlinale, na secção Fórum.
Filmes apresentados
André Príncipe
André Príncipe, Porto, 1976. Estudou Psicologia e Cinema, área de montagem na ESTC. Exposições Individuais no Centro Português de Fotografia, Encontros de Imagem de Braga, Galeria Fernando Santos e Silo e colectivas em Londres, Madrid, Barcelona, Paris, Rio de Janeiro, Viena, etc. Tem cinco livros publicados: 'Tunnels' (2005), 'Master and Everyone' (2009), 'I thought you knew where all of the elephants lie down' (2010), 'Perfume do Boi' (2012) e 'Smell of Tiger precedes Tiger' (2012). É fundador e editor da Pierre von Kleist editions. Realizou curtas-metragens e longas-metragens, entre elas Before the Ghost House e Traces of a Diary (co-realização de Marco Martins), com Nobuyoshi Araki e Daido Moriyama, e com presença em vários festivais internacionais como Indie Lisboa, New Horizons Wroclaw, Rio de Janeiro, Gotemburgo, Bedford, Silverdocs Washington e Documenta Madrid, onde ganhou o prémio honorário do Júri. O seu último filme, Campo de Flamingos sem flamingos, estreou no Indie Lisboa em 2013.
Filmes apresentados
Andrea Brandão
Filmes apresentados
Andrei Ujică
Filmes apresentados
Andrijana Stojkovic

Andrijana Stojkovic captura gestos simples do quotidiano com uma precisão absoluta. A obra da realizadora sérvia, breve, por enquanto, oferece observações livres de diálogo sobre espaços tornados casa e a passagem do tempo nesses lugares interiores.

Filmes apresentados
Angela Bismarck
Filmes apresentados
Anjalika Sagar
Filmes apresentados
Artavazd Pelechian
Filmes apresentados
Aurélien Gerbault

Aurélien Gerbault nasceu em 1975. Depois de estudos em História de Arte e Cinema, dirigiu cursos de iniciação ao cinema numa organização sem fins lucrativos. Interessou-se na escrita e realização de documentários, tendo feito uma formação profissional em 16mm. O seu encontro com Pedro Costa e a originalidade da sua abordagem cinematográfica, inspiraram-no a escrever Tout refleurit, no qual trabalha desde 2003.

Filmes apresentados
Avi Mograbi

Cineasta e videoartista israelita nascido em 1956 em Telavive, onde vive e trabalha até hoje. Estudou arte e filosofia, adquirindo as suas primeiras experiências de produção trabalhando como assistente de realização em anúncios publicitários e longas-metragens até a sua própria carreira cinematográfica começar em 1989. Desde 1999, ensina cinema documental e experimental na Universidade de Tel Aviv e na Academia de Arte e Design de Bezalel, em Jerusalém. Mograbi, um dos mais ilustres cineastas israelitas, é conhecido pelo seu empenho inabalável na justiça social, cultural e política no Médio Oriente, bem como pelo seu experimentalismo e contribuição inovadora para a linguagem cinematográfica.

Filmes apresentados
Ayreen Anastas
Filmes apresentados
Basma al-Sharif
Filmes apresentados
Beatriz Freire

Beatriz Freire (1989) é uma artista visual portuguesa, que trabalha entre Portugal e Espanha. O seu principal suporte teórico-prático é o têxtil e o fílmico. Em 2023 concluiu o Master LAV – laboratório de criação audiovisual e práticas contemporâneas – em Madrid, onde desenvolveu projetos que procuram expandir o têxtil no meio cinematográfico. Recebeu o primeiro prémio no concurso Versiona Thyssen X, organizado pelo Museu Thyssen-Bornemisza, em 2021. As suas performances e peças audiovisuais foram exibidas na Cineteca, Matadero (Madrid), na Semana Internacional de Cinema de Valladolid (Seminci), Festival Punto y Raya e participou nos programas Arché – Porto/Post/Doc e Input – (S8) Mostra de Cinema Periférico.

Filmes apresentados
Ben Rivers

Ben Rivers estudou Belas Artes na escola de arte de Falmouth, interessando-se inicialmente por esculptura e só mais tarde por fotografia e filme analógico super8. Depois de terminar a sua licenciatura, continuou os estudos de forma autodidacta, aprendendo a filmar em 16mm e a revelar manualmente. O seu trabalho como cineasta anda na fronteira entre o documentário e a ficção. Em muitos casos, acompanha e filma pessoas que se separaram de alguma forma da sociedade, partindo desse material bruto para criar narrativas oblíquas e imaginar existências alternativas em mundos paralelos. O seu trabalho foi reconhecido com vários prémios incluindo o prémio internacional da crítica FIPRESCI no 68º Festival de Veneza, pela sua primeira longa-metragem Two Years at Sea; o prémio inaugural Robert Gardner, em 2012; o prémio de arte Baloise, na Art Basel 42, em 2011; sendo por duas vezes nomeado para o Jarman Award, em 2010 e 2012; e o prémio da Fundação Paul Hamlyn para artistas, em 2010. As suas exposições mais recentes incluem: Slow Action, Hepworth Wakefield, 2012; Sack Barrow, Hayward Gallery, London, 2011; Slow Action, Matt’s Gallery, London and Gallery TPW, Toronto, 2011; A World Rattled of Habit, A Foundation, Liverpool, 2009. Retrospectivas do seu trabalho foram incluídas nos programas de festivais como Courtisane, Pesaro International Film Festival, London Film Festival, Tirana Film Festival, Punto de Vista, IndieLisboa e Milan Film Festival. Em 1996 co-fundou a Cinemateca de Brighton, onde foi também co-programador, até ao seu encerramento em 2006. Continua a programar erraticamente.

Filmes apresentados
Ben Russell
Ben Russell (1976, EUA) é um artista itinerante e curador cujos filmes, instalações e performances promovem um profundo envolvimento com a história e a semiótica da imagem em movimento. As suas investigações formais das relações históricas e conceptuais entre os primóridos do cinema, a antropologia visual e o cinema estruturalista resultam em experiências imersivas, simultaneamente interessadas no ritual, no espectador comum e na busca de uma "etnografia psicadélica". Russell já mostrou os seus filmes e apresentou exposições com o seu trabalho no Centro Georges Pompidou, no Museu de Arte Contenporânea de Chicago, no Festival de Cinema de Roterdão, no Wexner Centro de Artes, na Viennale e no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Foi bolseiro Guggenheim em 2008, e recipiente do prémio FIPRESCI em 2010, pela sua longa-metragem Let Each One Go Where He May. Ben trabalhou ainda na série de projeções Lanterna Mágica, em Providence, Rhode Island, foi co-director do espaço BEN RUSSELL, dirigido por artistas em Chicago, viajou em digressões mundiais com programas de filme/vídeo/performance, e fez parte de um trio de música com duas baterias chamado Beast.
Filmes apresentados
Billy Woodberry
Filmes apresentados
Black Audio Film Collective
Filmes apresentados
Boris Lehman

Ao longo de cerca de 45 anos, o cineasta belga Boris Lehman realizou e produziu mais de 75 filmes, entre curtas e longas-metragens, documentário e ficção, ensaios e autobiografias, trabalhando essencialmente em 8mm, super8 e 16mm. A obra de Lehman invade espaços pessoais – a sala de estar, o estúdio do artista, o álbum de fotografias. Contrastando com essa intimidade está uma nota quase etnográfica, trazida pela forma como o pessoal se torna o universal.

Filmes apresentados
Bruce Baillie
Filmes apresentados
CAMP

CAMP é um estúdio colaborativo fundado em Bombaim, em 2007, que produz cinema e vídeo, media electrónica e arte pública, numa prática que privilegia uma relação não-alienada, sem medo de sujar as mãos, com a tecnologia. Uma parte central do seu ethos resulta de uma crítica situada ao documentário e às formas de enunciação, expandindo-se em métodos que envolvem arquivos, vigilância, consciência do sujeito e colectividade.

Filmes apresentados
Carlos Barroco e Margarida Cardoso

O artista plástico e galerista Carlos Barroco nasceu em Lisboa, em 1946. Barroco frequentou a Escola de Artes António Arroio, na capital, e começou a expor os seus trabalhos em pintura a partir de 1974. Fundou nos anos 1980 a Galeria Novo Século, em Lisboa, onde lançou artistas emergentes. Além da pintura, trabalhou ainda a instalação, performance e obras de multimédia, tendo várias exposições internacionais. Faleceu em 2015.


Margarida Cardoso nasceu em Tomar, Portugal. Estudou Imagem e Comunicação Audiovisual na Escola de Artes António Arroio, em Lisboa. De 1982 a 95 trabalhou em Portugal e França como assistente de realização, anotadora e fotografa de cena. Em 1995, começou a escrever e realizar os seus próprios filmes, explorando assuntos que cruzam a sua história pessoal com questões proeminentes na História recente de Portugal, como a guerra colonial em África, a revolução e o fim da era colonial.

Filmes apresentados
Carlos Vásquez Méndez

Carlos Vásquez Méndez (Santiago do Chile, 1975) é cineasta, artista e investigador, vive e trabalha em Barcelona. É doutorado pela Universidade de Barcelona. Interessa-se pela relação entre arte e documento, pelos discursos sobre a representação do real e pelo papel do artista como historiador crítico. Os seus filmes, na sua maioria filmados em película, foram exibidos em festivais e instituições como Centro Pompidou/BPI, Jeonju, FIDMarseille, Mar del Plata, First Look – Museum of Moving Image, Cineteca Mexicana, OpenCity. Recebeu o prémio Joris Ivens/Centre National des Arts Plastiques no Cinéma du Réel 2016 e o Mayor’s Prize em Yamagata, 2019. Os seus filmes integram o catálogo da Light Cone.

Filmes apresentados
Cassie Davis
Filmes apresentados
Catarina Alves Costa

Realizadora e antropóloga portuguesa. Nascida no Porto, estudou Antropologia Social, fez o Mestrado em Antropologia Visual no Granada Centre for Visual Anthropology da Universidade de Manchester e o Doutoramento na Universidade Nova de Lisboa com a tese Camponeses do Cinema. Entre 1994 e 2000 trabalhou no Museu Nacional de Etnologia. É Professora Auxiliar da Universidade Nova de Lisboa e Coordenadora do Mestrado em Antropologia – Culturas Visuais. Ensina também nos mestrados e doutoramentos da Universidade de São Paulo e na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Barcelona. Em 2000 fundou, com Catarina Mourão, a produtora Laranja Azul. No cinema destaca-se o seu trabalho e publicações em documentário e etnografia.

Filmes apresentados
Catarina Mourão

Catarina Mourão nasce em Lisboa em 1969. Estudou Música, Direito e Cinema (Mestrado na Universidade de Bristol e Doutoramento pela Universidade de Edimburgo, bolseira da FCT em ambos). Fundadora da AporDoc (Associação pelo Documentário Português). Dá aulas de Cinema e Documentário desde 1998 em diferentes Licenciaturas e Mestrados. Atualmente é docente no mestrado de Artes e Multimedia na FBAUL. Em 2000 cria com Catarina Alves Costa a Laranja Azul, produtora independente de cinema. Realizou vários filmes premiados. As suas áreas principais de investigação são o documentário, a memória, o sonho, o arquivo e a autobiografia.

Filmes apresentados
Cesar Paes and Marie Clémence Paes

A música e a partilha oral são os pontos de partida para o trabalho de Marie-Clémance Paes e Cesar Paes, cujos filmes exploram temas sócio-políticos através de formas que elevam a presença e o discurso com o objetivo de sensibilizar para a realidade em questão.

Filmes apresentados
Chantal Akerman
Filmes apresentados
Claire Atherton

Claire Atherton (1963, São Francisco) é montadora, vive e trabalha em França. Formada em estudos chineses, a sua primeira experiência profissional foi como técnica de vídeo no Centre Audiovisuel Simone de Beauvoir em Paris, em 1982. Licenciou-se na École Nationale Supérieure Louis-Lumière, em Paris, em 1986, e acabou por se especializar na montagem cinematográfica. Colaborou com Chantal Akerman durante 31 anos, tendo editado os seus documentários, ficções e instalações. Atherton trabalha com cineastas e artistas como Eric Baudelaire ou Wang Bing, entre muitos outros. É professora em escolas de cinema e de arte como La Fémis em Paris e a HEAD em Genebra. Em 2013, a Cinemateca de Grenoble organizou uma retrospetiva dedicada ao seu trabalho. Em 2019, recebeu o Vision Award Ticinomoda do Festival Internacional de Cinema de Locarno, um prémio que “destaca e presta homenagem a alguém cujo trabalho criativo nos bastidores, bem como por direito próprio, contribuiu para abrir novas perspectivas no cinema”.

Filmes apresentados
Clara López Menéndez
Filmes apresentados
Cobra T e Cobra G
Filmes apresentados
Cosmin Nicoara
Filmes apresentados
Cynthia Beatt
Nasceu na Jamaica. Viveu aí e depois nas Ilhas Fiji, até aos vinte anos. Estudou art no Reino Unido. Fez parte da cena experimental minimalista de Londres dos anos 70. Mudou-se para Berlin em 1976. Colaborou com o Arsenal e com o Fórum Internacional de Cinema. Trabalha como realizadora, argumentista, curadora e tradutora.
Filmes apresentados
Daniel Mann
Daniel Mann (1983) nasceu nos EUA e frequentou a Escola de Cinema da Universidade de Tel Aviv. Está actualmente a concluir a sua tese de doutoramento na Goldsmiths - University of London sobre imagens de guerra e a integração do audiovisual em conflitos armados. Com profundo conhecimento sobre a realidade e o conflito israelo-palestiniano, os filmes e escritos de Mann procuram redefinir a política das imagens por meio de um emaranhado de representações, usuários, práticas dos media e operações de automatização de dados. Investigando a noção de hábito, tanto visual como conceptualmente, o seu trabalho gira em torno da implantação e da incorporação de tecnologias de comunicação em zonas de conflito. As imagens produzidas por práticas quotidianas e sua (re)apropriação política está no cerne de sua investigação geral. Mann fez filmes em colaboração com Sasha Litvintseva, Sirah Foighel Brutmann e Eitan Efrat. Colaborou também com o grupo Forensic Architecture, na investigação do assassinato de Yaqub al-Qi’an em Umm el-Hiran (Israel), 2017.
Filmes apresentados
Daniel Nguyen Van
Filmes apresentados
Daniel-Emmanuel Thorbecke
Filmes apresentados
Danielle Arbid

Danielle Arbid, natural do Líbano, deixa o país durante a guerra civil, em 1987, partindo para Paris para estudar literatura e, mais tarde, jornalismo. Trabalha vários anos como jornalista, com foco sobre o território Árabe. A partir de 1997, dedica-se ao cinema com a realização das curtas-metragens de ficção Raddem e Le Passeur.

Filmes apresentados
David MacDougall
David MacDougall (cuja obra foi em grande parte co-realizada com a sua mulher Judith) é um dos nomes maiores da prática e da teoria do «filme etnográfico» e da «antropologia visual» ao longo das últimas décadas. Nascidos e formados nos E.U.A., os MacDougall radicaram-se na Austrália em 1975. Dos finais dos anos 60 aos finais dos anos 80, a sua obra inclui essencialmente títulos realizados com povos semi-nómadas africanos – como os Jie do Uganda ou os Turkana do Quénia – e com os aborígenes australianos. A partir daí, as suas atenções voltam-se para a Índia, onde co-realizam uma obra sobre os fotógrafos duma localidade turística (em 1988/1991) e onde, já a «solo», David vem depois a abordar extensamente o quotidiano dum famoso colégio interno masculino (a Doon School, onde realizou cinco títulos, apresentados de 2000 a 2004). Entre uma coisa e outra, e também a «solo», ele assina ainda uma obra sobre uma pequena comunidade de pastores da Sardenha. Logo na sua área de partida – e, dir-se-ia, contra os próprios limites da expressão «antropologia visual» – esta é uma obra decisiva ao nível da inclusão da palavra, podendo lembrar-se, só a título de exemplo, as suas inovações no registo da expressão verbal indígena, em que as habituais traduções ou sintetizações sobrepostas foram erradicadas em prol da legendagem. David MacDougall tem extensa obra de ensaísta e é autor de dois livros de referência («Transcultural Cinema» e «The Corporeal Image: Film, Ethnography and the Senses»).
Filmes apresentados
Deborah Stratman

Deborah Stratman (nascida em 1967) é uma artista e cineasta residente em Chicago que explora paisagens e sistemas numa obra que abrange vários formatos, incluindo filmes, escultura pública, fotografia, desenho e áudio. Stratman voltou-se para a arte e para o cinema após uma primeira tentativa nas ciências e, até hoje, o seu trabalho cinematográfico é marcado pelo interesse pela astrofísica, zoologia, física e acústica. Grande parte da sua obra evidencia as relações entre ambientes físicos e lutas humanas por poder e controlo.

Filmes apresentados
Dominic Gagnon
Filmes apresentados
Dubmorphology
Filmes apresentados
Ebrahim Mokhtari
Filmes apresentados
Edgar Pêra

Edgar Pêra é um cineasta português. Pêra também é artista plástico e quadrinista, escreve ensaios de ficção e cinema. Edgar Pêra estudou Psicologia, mas mudou-se para Cinema no Conservatório Nacional Português, hoje Escola de Teatro e Cinema de Lisboa. Edgar Pêra é actualmente um dos mais prolíficos realizadores portugueses com centenas de trabalhos audiovisuais em nome próprio e um dos autores que continua a quebrar barreiras com o seu cinema experimental.

Filmes apresentados
Edgardo Cozarinsky

Edgardo Cozarinsky nasceu em 1939 em Buenos Aires, Argentina. É realizador e escritor, conhecido por Night Watch (2005), Apuntes para una biografía imaginaria (2010) e Dans le rouge du couchant (2003). Faleceu em 2024.

Filmes apresentados
Eduardo Coutinho
Filmes apresentados
Eduardo Escorel

Nasceu em São Paulo em 1945. Nome histórico do cinema brasileiro, atua como realizador, montador, produtor, argumentista, professor e crítico de cinema. Realizou, entre outros, Lição de Amor (1975), Ato de Violência (1980), Chico Antônio – O Herói com Caráter (1983) e Imagens do Estado Novo 1937-45 (2016). Como montador, trabalhou em filmes como Terra em Transe (1966), de Glauber Rocha, Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, São Bernardo (1972), de Leon Hirszman, Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho, e Santiago (2007), de João Moreira Salles. Publicou Adivinhadores de Água – Pensando no Cinema Brasileiro e colabora com a revista piauí, escrevendo uma coluna semanal no site da publicação.

Filmes apresentados
Elena Duque

Elena Duque (1980, Avilés) é uma cineasta, programadora, escritora e professora hispano-venezuelana. Como cineasta, o seu trabalho gira em torno da animação e da colagem, incorporando formatos analógicos e formas de fazer filmes que revisitam temas como a identidade e o sentido de pertença através de exercícios plásticos em torno de lugares, objetos e texturas. Até à data, realizou diversas curtas-metragens experimentais e de animação que foram exibidas em festivais, e também em instituições como Kino Arsenal (Berlim) e CCCB (Barcelona). O seu trabalho faz parte do catálogo do Collectif Jeune Cinéma, Hamaca, e do Arquivo Xcèntric do CCCB de Barcelona. Ela também desenvolve trabalhos comissionados, como trailers de festivais e vídeoclipes. Em fevereiro de 2020, o seu trabalho foi apresentado na sessão monográfica “Elena Duque. Quem sou e por que faço filmes” no Echo Park Film Center em Los Angeles, EUA. Atualmente programa e dirige o departamento editorial da (S8) Mostra de Cinema Periférico da Corunha, é programadora associada do Festival de Cinema Europeu de Sevilha e leciona na Universidade Camilo José Cela de Madrid.

Filmes apresentados
Elizabeth A. Povinelli (Karrabing Film Collective)
Filmes apresentados
Eloy Domínguez Serén
Filmes apresentados
Eloy Enciso
Filmes apresentados
Eric Baudelaire
Filmes apresentados
Ernst Karel

Ernst Karel trabalha com som, incluindo música eletroacústica, obras sonoras experimentais de não-ficção para instalação e performance multicanal, colaboração imagem-som e pós-produção sonora para filmes e vídeos de não-ficção, com ênfase em cinema observacional. Ele trabalhou ao lado de Lucien Castaing-Taylor e Véréna Paravel no Laboratório de Etnografia Sensorial de Harvard e colaborou com artistas e cineastas como Anocha Suwichakornpong, J.P. Sniadecki, Luke Fowler, Ben Rivers e Helen Mirra. Como improvisador tocou e gravou com Fred Lonberg-Holm, Tim Daisy, Liz Payne e Aram Shelton entre outros, e com Kyle Bruckmann forma o grupo EKG. Ultimamente, trabalha em torno da prática de gravação de atualidade/lugar (ou ‘gravação de campos [plural]’) e da composição a partir dessas gravações, com projetos recentes também adotando gravações de arquivo de lugares. Ele ensinou gravação e composição de áudio no Laboratório de Etnografia Sensorial, no Centro de Etnografia Experimental da Penn e no Departamento de Cinema e Mídia da UC Berkeley. Atualmente é afiliado no Center for Ethnographic Media Arts da University of Southern California.

Filmes apresentados
Evelyne Ragot
Filmes apresentados
Eyal Sivan
Filmes apresentados
Fabrizio Terranova
Filmes apresentados
Fernando Matos Silva

Depois de frequentar a London School of Film Technique, como bolseiro do Fundo do Cinema Nacional, Fernando Matos Silva é professor no Curso de Cinema do Exército, e realizador militar entre 1969 e 1970. A sua longa-metragem ‘O Mal Amado’ é o último filme português a ser censurado pelo Estado Novo e o primeiro a estrear após o fim da ditadura. Esta carga simbólica, que parece ser adivinhada pelo próprio filme, acompanha subtilmente os restantes. A par da realização, participa como argumentista, produtor e montador em várias produções nacionais, colaborando com realizadores como Fernando Lopes e Paulo Rocha.

Filmes apresentados
Filipa César
Filmes apresentados
Forensic Architecture
Forensic Architecture (FA) é um grupo de pesquisa interdisciplinar sediado no Centre for Research Architecture, Goldsmiths College - University of London. Fundada e dirigida pelo arquiteto Eyal Weizman em 2010, a equipa de FA conta com arquitectos, académicos, artistas, cineastas, criadores de software, jornalistas de investigação, arqueólogos, advogados e cientistas. Junto com diferentes organizações parceiras, FA investiga as ações tomadas por estados e empresas, oferecendo as suas análises a organizações da sociedade civil, ONGs, grupos activistas e promotores, que as têm apresentado em vários fóruns jurídicos e políticos. O grupo usa avançadas técnicas de arquitectura e de media para investigar conflitos armados e destruição ambiental, bem como para cruzar referências de uma variedade de provas, como novos media, sensoriamento remoto, análise de materiais e depoimentos de testemunhas. As investigações podem assumir diferentes formas, como arquivos de evidências, modelos, desenhos, mapas, cartografias interactivas online, filmes e animações. O objectivo é trazer novas sensibilidades materiais e estéticas para lidar com as implicações jurídicas e políticas da violência estatal, do conflito armado e da mudança climática. Em vez de se limitarem à apresentação no domínio jurídico, procuram actuar numa multiplicidade de fóruns, políticos e jurídicos, institucionais e informais. Nos últimos anos, além de gerar um grande debate na área de direitos humanos, arquitectura e direito, a FA participou também com exposições em importantes instituições culturais e artísticas. Em 2018, foram selecionados para o Prémio Turner.
Filmes apresentados
Francisco Melo de Magalhães
Filmes apresentados
Frederick Wiseman

Nasceu em Boston, em 1930. Realizou o seu primeiro filme, Titicut Follies, sobre uma instituição psiquiátrica para reclusos, em 1967, no auge do cinema directo. Em 30 anos de carreira cinematográfica, realizou cerca de um filme por ano, explorando instituições americanas.

Filmes apresentados
Frederico Lobo

Nasceu no Porto em 1981. Estudou Som e Imagem na Universidade Católica do Porto. Em 2006 frequentou o curso de documentário dos Ateliers Varan na Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do qual realizou o filme Entre-Tempos.

Filmes apresentados
Fukuda Katsuhiko

Ex-membro do coletivo Ogawa Productions, o realizador e escritor japonês Fukuda Katsuhiko (1943-1998) viveu e trabalhou na zona rural de Sanrizuka, onde documentou a luta contra a construção do aeroporto de Narita, juntamente com histórias individuais e relatos da vida comunitária.

Depois de se formar na Faculdade de Letras, Artes e Ciências da Universidade de Waseda, Fukuda juntou-se ao coletivo Ogawa Productions durante as filmagens de The Japanese Liberation Front: Summer in Sanrizuka (1968). Fukuda participou na série de sete filmes que o coletivo realizou entre 1968 e 1978, dedicados à luta de resistência dos camponeses e seus aliados contra a construção do Aeroporto Internacional de Narita, na zona rural de Sanrizuka. O seu primeiro filme como realizador foi um retrato notável do coletivo em ação, intitulado Filmmaking and the Way to the Village (1973). Fukuda deixou o grupo no mesmo ano e permaneceu em Sanrizuka, onde continuou a trabalhar numa série de «cadernos de filme» em 8 mm, narrando a luta contínua contra o aeroporto e a vida na aldeia.

Filmes apresentados
Gert de Graaff

Gert de Graaff nasceu a 9 de outubro de 1957 em Amesterdão, Holanda. É editor e diretor de fotografia, conhecido por De zee die denkt (2000), Twee (1986) e Poet in Power (1985).

Filmes apresentados
Giuseppe Morandi

Piadena, 1937. Nascido numa família de camponeses, interessa-se muito cedo pela industrialização do mundo rural e pelos últimos traços da cultura camponesa. Tem um percurso de fotógrafo com várias exposições e publicações que retratam a sua terra natal. Em paralelo, realizou cerca de quinze documentários sobre o mesmo tema. Tem em preparação um novo filme intitulado La Bassa Padana.

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Glauber Rocha
Filmes apresentados
Gonçalo Robalo
Filmes apresentados
Gonçalo Tocha
Gonçalo Tocha, licenciado e pós-graduado em Língua e Cultura Portuguesa, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa é também músico, compositor e membro fundador do NuCiVo – Núcleo de Cinema e Vídeo da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras. Colabora em diversos projectos de âmbito cultural na Universidade de Lisboa, nomeadamente organizando ciclos de cinema com a Reitoria (Divisão de Actividades Culturais e Imagem).
Filmes apresentados
Graça Castanheira

Graça Castanheira nasce na Angola colonial, em 1962. Após o 25 de Abril, a família regressa a Portugal onde, em 1989, Graça termina a sua formação, na Escola Superior de Teatro e Cinema. Os seus filmes vão ao encontro de histórias além fronteiras com interrogações próprias e actuais.

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Grupo Zero

Activo em Portugal entre 1976 e 1982, o Grupo Zero surgiu a partir da Reforma Agrária revolucionária no Alentejo. Concebidos como uma cooperativa, os seus filmes reflectem as transformações sociais, as campanhas de alfabetização e a mudança política, enquanto desafiam as formas convencionais do documentário.

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Hannah Meszaros Martin
Hannah Meszaros Martin é doutoranda no Center for Research Architecture, Goldsmiths - University of London e membro da Forensic Architecture. Nos últimos cinco anos conduziu um projecto de pesquisa conduzido pela prática, sobre os efeitos da erradicação legalmente sancionada da planta da coca, por meio de fumigação aérea com o herbicida glifosato, no contexto do conflito armado colombiano e da guerra às drogas liderada pelos EUA . A sua pesquisa envolve a documentação da transformação político-legal que baniu a vida não-humana, e a análise de novos métodos de geração de imagens e produção de dados e o seu papel em políticas de erradicação.
Filmes apresentados
Hartmut Bitomsky

O cineasta alemão de não-ficção Hartmut Bitomsky tem trabalhado como escritor, realizador, produtor e professor desde meados da década de 1960. Antigo co-editor da influente revista alemã de cinema Filmkritik e diretor da Escola de Cinema/Vídeo do Instituto de Artes da Califórnia, Bitomsky é mais conhecido pelos seus documentários incisivos que investigam aspectos da história alemã e da cultura dos media.

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Helena Estrela

Helena Estrela (1993, Porto), é uma artista independente que vive e trabalha entre Portugal e Espanha. Atualmente, frequenta o curso de Estudos Cinematográficos na Elías Querejeta Zine Eskola, San Sebastian (País Basco). A sua prática explora as possibilidades da imagem em movimento em várias abordagens que liga o pessoal, natural e histórico.

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Hiroatsu Suzuki
Filmes apresentados
Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres
Hiroatsu Suzuku é um cineasta e artista visual autodidata. Desde cedo visitava regularmente o Museu de Kyoto e frequentava o clube de cinema local, onde viu muitos filmes clássicos japoneses e internacionais. Após algumas experiências em produções cinematográficas independentes, mudou-se para Okinawa, onde se interessou pela fotografia de paisagens rurais. Viajou para a Europa para desenvolver a sua prática visual e artística por meio da fotografia e visualização de filmes. Depois de ver alguns filmes portugueses, decidiu vir a Portugal e descobrir mais sobre o cinema português. Conheceu Rossana Torres e começou a rodar na região de Mértola, co-dirigindo o seu primeiro filme, Cordão Verde, que foi exibido em Locarno, Toronto, e na Viennale, entre outros festivais. Rossana Torres nasceu na Roménia, enquanto seus pais estavam em exílio político. Regressou a Portugal ainda criança para viver com os avós perto de Tondela, e mais tarde mudou-se para Lisboa para estudar artes visuais e cinema. Durante alguns anos, trabalhou em montagem com diversos cineastas portugueses. Em 1994, muda-se para Mértola, onde dá aulas de fotografia e vídeo e lidera workshops de cinema e animação para crianças e jovens. Nos últimos anos, tem colaborado com a associação Os Filhos de Lumière, no desenvolvimento e implementação de programas de educação artística através do cinema. Fundou a associação Entre Imagem para a produção de filmes e para projetos culturais e educacionais. Co-dirigiu três filmes com Hiroatsu Suzuki. Terra ganhou o Prémio de Melhor Filme Português, no Doclisboa’18.
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Ian Soroka
Ian Soroka (nascido em 1987) trabalha sobre formatos de não-ficção em filme e video. Estudou cinema e filosofia na Universidade do Colorado, em Boulder, e em Praga, na FAMU, e fez um mestrado em Arte, Cultura e Tecnologia no MIT. Ian é recipiente da bolsa MacDowell Colony, recebeu o prémio Princess Grace Foundation-USA e é bolseiro da Fulbright na Eslovénia, onde foi investigador convidado do Arquivo Nacional de Filmes da Eslovénia e da Cinemateca. O seu trabalho foi exibido internacionalmente em festivais, galerias e museus, incluindo: DocLisboa, Art of The Real, Dok.Fest München, BelDocs, Rencontres Internationales e Kinoteka, Ljubljana. Ian é da região oeste do estado do Colorado e mora em São Francisco Bay area.
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Igor Dimitri
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Inês Sapeta Dias

Nasceu em 1980, em Lisboa. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, FCSH, completou o curso nas áreas de Cinema e Cultura.
Começou a trabalhar em programação cinematográfica em 2004, na Filmoteca de Catalunya, Barcelona, e desde 2005 é programadora na Videoteca Municipal de Lisboa, tendo sido responsável por projectos como a 6ª Mostra de Curtas, 1ª e 2ª edição do PANORAMA (Mostra do Documentário Português), Ler Cinema, Encontros no Écran, Ver fazer.
“Retrato de Inverno de Uma Paisagem Ardida” é o seu primeiro filme.

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Inhabitants
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Inhabitants (a film by Adam Khalil, Zack Khalil, Jackson Polys)
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Iván Castiñeiras Gallego
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Ivo Ferreira

Cineasta nascido em Lisboa em 1975. Inicia a sua formação técnica e artística em Lisboa e, antes de ir para a China, frequentou a London Film School e a Universidade de Budapeste. Além de curtas e documentários, as suas primeiras 2 longas metragens de ficção foram apresentadas em festivais internacionais.

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J.P. Sniadecki
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James Benning
Os seus primeiros filmes fundiram investigações "estruturalistas" sobre as relações som-imagem de cineastas como Michael Snow e Hollis Frampton, com um interesse pela narrativa e uma profunda sensibilidade à cor, luz e paisagem. Captou a atenção do mundo do cinema de vanguarda com 8 1/2 x 11 e 11 x 14. Filmados em cores vivas nas paisagens rurais e urbanas do centro-oeste de onde é nativo, esses dois filmes viriam a estabelecer o núcleo das suas futuras investigações formais. As estruturas rigorosas dos seus filmes - geralmente baseadas em sistemas numéricos - e os planos primorosamente compostos, refletem a sua formação como matemático, e os temas frequentemente autobiográficos descobrem as suas raízes na classe trabalhadora (um assunto raro para filmes de vanguarda) e seu compromisso de longa data com o activismo político. Enquanto os seus primeiros filmes se preocupavam principalmente com forma e narrativa, a partir dos anos 80 o seu trabalho começou a apresentar temas pessoais e elementos documentais, e a involver, cada vez mais, temas da história, memória e morte. American Dreams, Landscape Suicide e Used Innocence fornecem vislumbres de mentes de criminosos violentos por meio das suas próprias palavras, e tornam-se ainda mais terríveis com a decisão de Benning, de colocar os crimes nos seus contextos históricos e políticos em vez de julgá-los. Depois de se mudar para a Califórnia, na década de 90, Benning iniciou, com o aclamado Deseret, uma série de documentários experimentais investigando os efeitos da história e da política no oeste americano. Compostos quase inteiramente por paisagens, estes filmes relembram as suas primeiras experiências formais com o tempo e com o fora de campo, e são considerados por muitos como sendo os seus melhores. A principal inovação da sua obra - o uso da narrativa para explorar as possibilidades formais do cinema - provou ter uma enorme influência sobre uma série de cineastas experimentais e independentes. Ecos do seu estilo e estética de composição surgiram em publicidades desde os anos 70, e são reconhecíveis no trabalho de realizadores como Jim Jarmusch, Chantal Akerman e Rob Tregenza.
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James N. Kienitz Wilkins
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Jamika Ajalon
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Jean Breschand

Jean Breschand realizou várias curtas-metragens e documentários antes de escrever a sua primeira longa-metragem de ficção, La Papesse Jeanne, lançada em 2017.

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Jean Renoir
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Jean-Claude Rousseau

Cineasta francês nascido em Paris, 1950. Influenciado por Jan Vermeer, Yasujiro Ozu e Robert Bresson. Apoiado inicialmente por Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, seus primeiros filmes foram feitos em Super 8. Ao contrário do que era habitual com esta técnica, os planos de Rousseau são longos e fixos. Ele manteve esta forma na filmografia, mesmo tendo aderido posteriormente ao vídeo digital. As suas curtas-metragens, predominantemente, lidam com nada menos do que o cinema em si: espaço, tempo e movimento.

Filmes apresentados
Jean-Jacques Andrien
Depois de concluir os estudos em cinema no INSAS, em Bruxelas, Jean-Jacques Andrien dirigiu várias curtas-metragens, algumas delas exibidos no Festival de Cannes. A sua primeira longa-metragem, Le fils d’Amr est mort!, ganhou o Grande Prémio de Locarno, em 1975. O seu segundo filme, Le grand paysage d'Alexis Droeven (1981), um filme dramático e poético, com Nicole Garcia e Jerzy Radziwilowicz nos papéis principais, retrata um jovem agricultor numa encruzilhada. Jean-Jacques Andrien regressa às mesmas questões trinta anos depois, no seu documentário Il a plu sur le grand paysage (2012). Realizou também Mémoires, em 1984, e Australia, estreando Fanny Ardant e Jeremy Irons, em 1988. Desde então, tem vindo a trabalhar num projeto onde prepara o seu regresso à Austrália para filmar Le Silence d'Alexandre, junto da comunidade aborígine do deserto de Tanami . O cinema de Jean-Jacques Andrien é construído a partir de longos períodos de imersão nos lugares onde deseja filmar.
Filmes apresentados
Jean-Marie Straub e Danièle Huillet
Filmes apresentados
Jeannette Muñoz

Jeannette Muñoz (1967, Santiago do Chile) estudou Artes Visuais na Universidade do Chile, Facultad de Artes. Vive e trabalha na Suíça e em Santiago do Chile desde 1998. O seu trabalho centra-se na migração através de contextos heterogéneos, um movimento refletido/reflexivo que pondera no que a ancestralidade e proveniência podem impactar no discurso e expressão artísticas. Ela está interessada nas potencialidades da imagem – imagens como estratos do natural – e na política do visível: a visibilidade do político, uma economia longe de ser funcionalizada, mas ainda assim, que imagens, que montagem promovemos?

Filmes apresentados
Jessica Sarah Rinland

Jessica Sarah Rinland (1987, Surrey), artista cineasta argentino-britânica, é licenciada (com distinção) em Belas Artes pela Central Saint Martins, University of the Arts London e mestrado em Artes, Cultura e Tecnologia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). ). O seu trabalho foi exibido internacionalmente em festivais de cinema e instituições de arte. Ganhou prémios incluindo Menção Especial no Festival de Cinema de Locarno e Melhor Filme na Documenta Madrid (Those That, at a Distance, Resemble Another, 2019), Primeiro Prémio na BIM – Bienale de Imagen en Movimiento (Black Pond, 2018), Arts+ Prémio Ciência no Ann Arbor Film Festival (2014), Melhor Filme Experimental do ICA no LSFF (2013) e Prémio Schnitzer do MIT por excelência nas artes (2017). Frequentou residências como Film Studies Center da Universidade de Harvard, Somerset House Studios, Flaherty Seminar Fellow. Atualmente trabalha como professora na Elías Querejeta Zine Eskola, anteriormente na Kingston University, e como projecionista no Barbican Center.

Filmes apresentados
Jia Zhangke
Filmes apresentados
Jiôn Kiim
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Joana Pimenta
Filmes apresentados
João Mário Grilo

Nasceu na Figueira da Foz em 1958. É licenciado em Sociologia e doutorado em Ciências da Comunicação. É Professor Catedrático do Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tem publicado artigos de crítica, história e teoria do cinema e da imagem. Foi autor da crónica Imagens na revista Visão. A sua primeira longa-metragem, A Estrangeira (1983), recebeu o Prémio Georges Sadoul no Festival de Veneza.

Filmes apresentados
João Nisa

João Nisa nasceu em 1971, em Lisboa. Concluiu o curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema e a Licenciatura e o Mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa. Dedicou-se à investigação das relações entre o cinema e a arte contemporânea, tendo escrito ensaios para diversas publicações nacionais e internacionais. Durante vários anos leccionou disciplinas relacionadas com a história do cinema e com o vídeo e o cinema experimental na Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha). Em 2006 criou a João Nisa Produções para o desenvolvimento dos seus projectos. Realizou o filme Nocturno (2007), exibido em vários festivais e programas, como o Cinéma du réel (secção “Exploring Documentary”) ou o DocLisboa (“Riscos e Ensaios”). Encontra-se a realizar um filme a partir do romance L’Image, de Jean de Berg (Catherine Robbe-Grillet).

Filmes apresentados
João Pedro Rodrigues
João Pedro Rodrigues é um cineasta e artista que vive em Lisboa, Portugal. Interrompeu os estudos de ornitologia para frequentar a Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, onde se licenciou em 1989, antes de passar a trabalhar como assistente de realização e montador. O seu trabalho explora a sexualidade e o desejo humano em todas as suas formas, reflectindo a história multifacetada do cinema, dos géneros clássicos, ao documentário, e ao cinema experimental. Para além de várias curtas-metragens, escreveu e dirigiu cinco longas-metragens, incluíndo O Fantasma, que estreou na Competição Oficial do Festival de Cinema de Veneza, em 2000, causando um rebuliço nacional na Itália, quando o jornal oficial do Vaticano pediu a demissão do director do festival por ter escolhido o filme. Co-dirigiu também várias curtas-metragens e a longa-metragem The Last Time I Saw Macao (2012) com o seu colaborador artístico e parceiro de longa data, João Rui Guerra da Mata. O seu mais recente filme, O Ornitólogo, ganhou o Leopardo de Prata para Melhor Realizador no Festival de Locarno em 2016.
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João Ribeiro

Nasceu em Moçambique, 1962, na província de Mocuba (Zambézia). Foi professor de Educação Física na cidade de Quelimane, onde cresceu e viveu até 1987. É Director de Fotografia e Realizador. Em 1979 foi convidado para trabalhar no INC – Instituto Nacional de Cinema, em Maputo. Abandonou a carreira de professor para se dedicar ao cinema. No INC trabalhou na distribuição, exibição, arquivo fílmico e na produção, sendo Coordenador de Produção em 1990, data em que abandonou o INC para estudar cinema em Cuba, especializando-se em realização de cinema e de televisão. Estudou ainda produção na Escola Internacional de Cinema e Televisão – EICTC.

Filmes apresentados
João Vieira Torres

João Vieira Torres, artista franco-brasileiro, vive e trabalha em Paris desde 2002. Vieira Torres utiliza diversas formas de expressão artística: a fotografia, o cinema, a videoarte e a performance. Um dos principais eixos do seu trabalho é a questão do “ser-se estrangeiro” e as formas de instabilidade e rupturas de perspectiva que nelas se originam, a dificuldade de estabelecer raízes ou âncoras, sejam elas em relação ao território, à identidade, ou ao próprio corpo.

Filmes apresentados
João Vladimiro
Licenciatura em Design Gráfico na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. De 1999 a 2012, integra a companhia Circolando e com eles corre 3 continentes com os espectáculos Caixa Insólita, Giroflé, Cavaterra, Charanga, Quarto Interior e Mansarda. Em 2006 realiza Pé na Terra, com o qual recebe o prémio de melhor realizador português de curta-metragem no 3º Indie Lisboa. Em 2007, realiza o documentário Jardim. Estreia no Doc Lisboa 2008 e passa por Festivais internacionais como FID Marseille e Mar de Plata. Em 2008, dá uma formação intensiva de um mês na área do documentário na ilha de S. Miguel, juntamente com Frederico Lobo e Tiago Hespanha. Com a coreógrafa Madalena Victorino, colabora como criador/intérprete nos espectáculos Vale e Flecha. Em 2013, acaba a sua segunda longa-metragem, Lacrau, estreada no 10º Indie Lisboa, com a qual ganha os prémios de Melhor Longa Metragem Portuguesa e Árvore da Vida, passando depois por vários festivais internacionais. Está de momento na montagem do documentário sobre a criação do espectáculo A Lã e a Neve, de Madalena Victorino.
Filmes apresentados
Joaquim Pinto e Nuno Leonel

Joaquim Pinto nasceu em 1957. Após concluir a Escola Superior de Teatro e Cinema na área de som, é responsável pelo som de inúmeras longas metragens com realizadores como Manoel de Oliveira, Raul Ruiz e Werner Schroeter. Em 1986, realiza e produz a sua primeira longa metragem, Uma Pedra no Bolso, dando início a um ciclo de produção que começa com Recordações da Casa Amarela e termina com A Comédia de Deus, ambos de João César Monteiro. É casado com Nuno Leonel. Juntos realizaram diversos documentários e filmes de animação, e coordenam uma editora de livros e música.

Filmes apresentados
Joaquim Sapinho

Nasceu em 1964. Estudou Direito. Fez o curso de cinema da Escola de Cinema do Conservatório Nacional onde foi aluno de António Reis. A sua primeira longa-metragem CORTE DE CABELO estreou no festival de Locarno em 1995. Todos os seus filmes estiveram presentes nos principais festivais de cinema internacionais, tendo recebido vários prémios. É também professor de Realização do curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema. Sapinho é fundador e proprietário da produtora independente Rosa Filmes.

Filmes apresentados
Jodie Mack
Jodie Mack é uma realizador de animação experimental, com um mestrado em filme, vídeo e novas medias na School of the Art Institute of Chicago, concluído em 2007. Combinando as técnicas e estruturas formais da animação abstrata/absoluta com as dos géneros cinematográficos clássicos, os seus filmes artesanais usam a colagem para explorar a relação entre o cinema gráfico e a narrativa, a tensão entre forma e significado. Documentário musical ou arquivo estroboscópico: os seus filmes estudam materiais domésticos e reciclados para revelar os elementos compartilhados entre a abstração das belas artes e a produção em massa do design gráfico. As suas obras libertam a energia cinética de objetos esquecidos e desperdiçados e questionam o papel da decoração na vida quotidiana. Os filmes de 16 mm de Mack foram exibidos numa variedade de locais, incluindo o Festival de Cinema de Ann Arbor, o Festival Internacional de Cinema de Edimburgo, o Images Festival, a secção Projections no Festival de Cinema de Nova York e a Viennale. Apresentou programas solo no 25FPS Festival, na Anthology Film Archives, no BFI London Film Festival, no Harvard Film Archive, na National Gallery of Art, na REDCAT, no International Film Festival Rotterdam, na Shenzhen Independent Animation Biennale e no Wexner Center for the Arts, entre outros. O seu trabalho fez parte de publicações como a Artforum, a Cinema Scope, o New York Times e o Senses of Cinema. É professora associada de animação no Dartmouth College e bolseira do ano lectivo 2018/2019 no Centro de Estudos de Cinema da Universidade de Harvard.
Filmes apresentados
Johan van der Keuken
Filmes apresentados
Johann Lurf
Johann Lurf é um artista e cineasta que usa a imagem em movimento para analisar e re-estruturar o espaço e o cinema. A sua prática inclui filmes observacionais e documentais, sobretudo no campo do cinema estruturalista, numa aproximação à imagem de arquivo orientada pela própria linguagem fílmica. Nascido em 1982, em Viena, Johann Lurf estudou na Academia de Belas Artes de Viena e fez um semestre em Erasmus na Slade School of Art em Londres, em 2008. Formou-se na turma de cinema de Harun Farocki, em 2009. Recebeu a Bolsa do Estado Austríaco para Video and Media Art e participou nos programas Artist-in-Residence no MAK Center for Arts and Architecture em Los Angeles 2011, no SAIC Chicago 2015, e em Tóquio e Roterdão 2016, bem como em Israel, em 2019. No mesmo ano, recebeu a bolsa de estudos de Berlim da Akademie of Arts Berlin. O seu trabalho é reconhecido com prémios e exibido em inúmeras exposições, cinematecas e festivais.
Filmes apresentados
Joris Ivens
Filmes apresentados
José Filipe Costa

José Filipe Costa (1970) é doutorado pelo Royal College of Art, Londres. Escreveu e realizou várias curtas-metragens: “A Rua” (2008), “Chapa 23” (2006), “Domingo” (2005) e “Undo” (2004), e os documentários “Linha Vermelha” (2011), “Entre Muros” (2002) e “Senhorinha” (2001), presentes em festivais internacionais de cinema. Foi argumentista e realizador da série de divulgação científica “Histórias da Vida na Terra” (2008). Foi professor visitante na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013) e tem lecionado no IADE, ETIC, Instituto Politécnico de Tomar e no curso DocNomads, Documentary Film Directing Erasmus Mundus.

Filmes apresentados
José Luis Guerín

Um dos mais respeitados autores do cinema espanhol, José Luis Guerín nasceu em Barcelona, em 1960. Iniciou o seu percurso com curtas-metragens experimentais, durante a juventude, e deu o salto para a longa-metragem em 1984, com Los motivos de Berta, premiado no Fórum da Berlinale. Em 1990, assinou Innisfree, que o levou até à cidade irlandesa para explorar as ressonâncias da lendária obra cinematográfica de Ford na vida dos seus moradores. Seguiu-se, em 1997, Comboio de Sombras, uma revisitação arqueológica das filmagens amadoras de Gérard Fleury. Em 2001, concluiu En construcción, uma imersão no bairro El Raval, em Barcelona, durante o seu processo de reestruturação urbana que se tronou o seu projeto mais aclamado pela crítica. No Festival de Veneza de 2007, apresentou Dans la ville de Sylvia, uma fábula sobre o desejo e o processo de criação artística. Com Jonas Mekas fez o documentário Correspondencia Jonas Mekas – J.L. Guerín (2011), e entre os seus trabalhos mais recentes destaca-se A Academia das Musas (2015), sempre a testar, com imensa sensibilidade, as fronteiras entre ficção e documentário. O seu mais recente filme, Histórias do Vale Bom, foi premiado na Seleção Oficial do Festival de San Sebastián 2025.

Filmes apresentados
Judith MacDougall
Filmes apresentados
Juliana Julieta
Filmes apresentados
Juliane Henrich
Filmes apresentados
Jumana Manna
Jumana Manna (1987) é uma artista palestiniana, a viver actualmente em Berlim. Trabalhando principalmente com escultura e cinema, a artista explora relações onde se articulam manifestações de poder. Os seus filmes tecem factos e ficções, materiais biográficos e de arquivo, para investigar narrativas nacionais e históricas. Fronteiras, distâncias e proximidades são temas igualmente importantes no trabalho de Manna - como uma palestiniana nascida nos Estados Unidos, criada em Jerusalém e com um percurso académico em Oslo e Los Angeles, a artista traz para o seu trabalho a sua experiência de deslocação e não-pertença. Em projectos recentes Manna investiga a forma como mecanismos de poder económico, político e interpessoal condicionam espaços arquitectónicos, bem como a vida humana e vegetal. Manna tem um interesse particular nas rasuras que acompanham várias práticas científicas modernas de preservação; os seus projetos desafiam as construções binárias de uma herança pura e imutável, por um lado, e a aceitação da inovação, por outro.
Filmes apresentados
Kanerva Cederström
Nascida em Helsínquia, Finlândia, em 1949, Kanerva Cederström considera o documentário uma forma em crescimento, a caminho de encontrar uma verdade artística. Voltando-se para a literatura e para a memória como pontos de partida, as obras de Kanerva, tanto a solo como colaborativas, retratam frequentemente experiências particulares da passagem do tempo em relação com histórias políticas e pessoais.
Filmes apresentados
Kawaguchi Hajime

Hajime KAWAGUCHI nasceu em Tóquio em 1967. Começou a fazer filmes em 1987. Lecciona na Universidade de Yamagata desde 1993 e já realizou mais de 30 filmes.

Filmes apresentados
Keja Ho Kramer

Keja Ho Kramer (1974, São Francisco) estudou artes plásticas, e é autora de várias obras de vídeo e exposições.

Filmes apresentados
Ken Jacobs
Filmes apresentados
Kidlat Tahimik
Uma mistura sui generis de documentário, filme diário, autobiografia ficcionada, ensaio cinematográfico e etnografia, a estreia de Kidlat Tahimik em 1977, Perfumed Nightmare, tornou-se um clássico instantâneo, anunciando a chegada de um cineasta pioneiro. Tahimik é ainda assim um pioneiro incomum. A crítica afincada que o seu cinema faz às divisões entre ricos e pobres, capitalismo e comunidade, nações desenvolvidas e mundo em desenvolvimento, utiliza um humor suave, baseando-se em experiências do quotidiano e em brincadeiras infantis. Tecendo este material em olhares sábios e sinceros sobre a vida nas Filipinas, Tahimik revela de que forma o seu estatuto pós-colonial coloca o país no centro das preocupações contemporâneas sobre a recessão da tradição perante um mercado global dominado por um mercado aglutinador e uma tecnologia em constante crescimento. Há poucas pistas no percurso inicial de Tahimik a indicar a carreira que viria escolher. Nasceu Eric de Guia, em Baguio, em 1942, filho de um engenheiro e de uma mulher que viria a ser a primeira presidente municipal nas Filipinas. Depois de concluir o mestrado na escola de negócios da Wharton, trabalhou para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico em Paris, em 1968. Pouco inspirado pela investigação que aí foi chamado a fazer, deixou o emprego para ir vender lembranças turísticas nos Jogos Olímpicos de 1972 , em Munique. Depois, em vez de voltar para casa, juntou-se a uma comunidade de artistas em Munique e acabou por captar a atenção de Werner Herzog, que o inclui num pequeno papel no filme The Enigma of Kaspar Hauser (1974). Sob a tutela de Herzog, começou a fazer filmes e estreou Perfumed Nightmare no Festival de Cinema de Berlim de 1977. O filme viajou rapidamente pelo mundo, promovido nos Estados Unidos por Francis Ford Coppola e Susan Sontag. Desde então, Tahimik realizou uma série de documentários e uma longa-metragem de ficção, demonstrando sempre o seu amor pelos jogos de palavras, com tanto humor quanto sofisticação, e sua habilidade para misturar política e imaginação de maneiras surpreendentes e reveladoras.
Filmes apresentados
Klaus Wildenhahn

Importante documentarista alemão nascido a 1930. Wildenhahn foi uma das maiores figuras no continente europeu do cinema directo, o qual abraçou sobre a influência de Richard Leacock. Trabalhou na televisão pública NDR e dedicou parte da sua obra documental à criação musical e coreográfica, com obras focando John Cage, Jimmie Smith ou Merce Cunningham e Pina Bausch. Foi ainda um teórico do cinema documental. Faleceu em 2018.

Filmes apresentados
Laetitia Morais
Filmes apresentados
Larry Gottheim
Filmes apresentados
Laura Davila
Filmes apresentados
Laura Huertas Millán
Laura Huertas Millán é uma artista e cineasta franco-colombiana. Graduada pela Beaux-Arts de Paris e Le Fresnoy, é doutorada em artes visuais com um projecto desenvolvido entre a PSL University (programa SACRe) e o Sensory Ethnography Lab (Harvard University). Os seus filmes Journey To A Land Otherwise Known (2012) e Aequador (2011) fizeram parte de uma série sobre o exotismo, onde história política, ecologia e ficção científica se entrelaçam. Estas obras foram exibidas principalmente em eventos e espaços de arte (Guggenheim NY, Videobrasil, Bienal de la Imagen en Movimiento, Centre Pompidou, Palais de Tokyo, FRONT Triennial…). Em 2012, iniciou uma série sobre 'ficções etnográficas', formas hifenizadas entre a antropologia visual e o documentário experimental. Sol Negro (2016), La Libertad (2016), Jeny303 (2018) e The Labyrinth (2018) são as obras principais desta série. Premiados no Festival de Cinema de Locarno, FIDMarseille, Doclisboa, Festival de Cinema Fronteira e MIDBO (Colômbia), estes filmes fizeram também parte das seleções oficiais do Festival de Cinema de Toronto, do Festival de Cinema de Nova York, do Cinéma du Réel, Torino, FICUNAM, La Habana, entre outros. O seu trabalho foi apresentado em programas especiais no TIFF Lightbox, no Flaherty Seminar, no ICA de Londres e no SAIC de Chicago.
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Lee Anne Schmitt

Lee Anne Schmitt é uma artista e cineasta sediada em Los Angeles, interessada no pensamento político, na experiência pessoal e na terra. Grande parte do seu trabalho envolve a realização de filmes em 16mm passados em paisagens, objectos e os vestígios de sistemas políticos deixados sobre eles, considerando os elementos do quotidiano da vida americana.

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Leonor Areal

Nasceu em Lisboa (1961). Estudou cinema na New York Film Academy. Realizou vários documentários desde 1991.

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Leonor Teles
Filmes apresentados
Libbie D. Cohn
Filmes apresentados
Lizzie Borden
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Louis Henderson
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Luciana Fina

Luciana Fina é uma cineasta e artista plástica de origem italiana, que vive e trabalha em Lisboa desde 1991. Tem desenvolvido uma longa carreira no campo do cinema e das artes, com trabalhos direcionados para salas de cinema e espaços de exposição. A sua extensa obra, abrangendo filmes, instalações cinematográficas e projetos site-specific, tem sido apresentada internacionalmente em festivais de cinema internacionais como Torino Film Festival, Doclisboa, FIFA Montreal, ADFF New York, MIDBO Bogotá, ARKIPEL Jakarta, e em museus como o MNAC – Museu do Chiado, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Biennale di Venezia (Il Padiglione Italia nel mondo), La Villette, Centre Pompidou e Matadero.

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Luciana Fina e Olga Ramos
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Luís Alves de Matos
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Luís Miguel Correia

Luís Miguel Correia nasceu em Santa Iria da Azóia em 1977. Licenciado em Ciências da Comunicação, na área de especialização de Cinema, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Frequentou o Curso de Realização de Cinema e o Curso de Argumento para Cinema, ambos promovidos pela Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com a London Film School. Tem trabalhado como operador de Câmara, montador e assistente de realização em diversos documentários e curtas-metragens. Realização uma série de documentários sobre artistas portugueses (Fernando Calhau, Carlos Nogueira e Pedro Calapez) e as curtas-metragens O Dedo da Estação.

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Luisa Homem
Luisa Homem, Lisboa, 1978. Frequentou o curso de Ciências da Comunicação, variante Cinema, da Universidade Nova de Lisboa. Foi bolseira Erasmus e frequentou o curso de cinema da Universidade Paris 8. Colaborou com o Laboratório de Criação Cinematográfica da Nova. Frequentou os Ateliers Varan no Programa Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian. É sócia fundadora da produtora Terratreme Filmes. Realizou com o Pedro Pinho o laboratório de cinema Nomadlab em Maputo, em parceria com o Dockanema. É responsável pelo laboratório de vídeo II, no Ar.Co. Realizou recentemente uma residência artística na Casa da Imagem, em Gaia. Trabalha actualmente como realizadora, montadora e produtora. Realizou vários filmes documentais, de que se destacam Retratos (Fórum Gulbenkian Imigração) e As cidades e as trocas (co-realização Pedro Pinho), bem como séries documentais de televisão, como No trilhos dos Naturalistas: São Tomé e Príncipe (co-realização Tiago Hespanha) e Um dia no Museu (série de 13 episódios para RTP2, CRIM). Trabalha regularmente como montadora, destacando-se os filmes Bab Sebta de Frederico Lobo e Pedro Pinho, retrato de inverno de uma paisagem ardida de Inês Sapeta, Visita Guiada de Tiago Hespanha, Lacrau de João Vladimiro e Um fim do mundo de Pedro Pinho.
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Lula Pena
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Madalena Miranda, Miguel Coelho, Susana Marques e Rita Forjaz
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Manoel de Oliveira
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Manuel Mozos

Manuel Mozos, nasceu em Lisboa em 1959. Terminou o curso de Cinema em 1984, no Antigo Conservatório Nacional (actual Escola Superior de Teatro e Cinema). Trabalhou como montador, argumentista e assistente de realização com inúmeros realizadores portugueses. Colabora assiduamente com publicações, escolas, institutos, universidades, associações culturais e de cinema, cineclubes e festivais. Desde então, realizou mais de vinte filmes, entre ficção e documentário, curtas e longas-metragens.

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Manuela Serra

Manuela Serra (1948, Lisboa) começou a estudar cinema no Institut des Arts et Diffusion, em Bruxelas (Bélgica), sobretudo movida pela curiosidade. De volta a Portugal, foi uma das fundadoras e membros da cooperativa cinematográfica Cooperativa Virver (1975/1976), logo após o fim da ditadura, até 1981. Foi assistente de montagem no filme Deus, Pátria, Autoridade (Rui Simões , 1976) e trabalhou como produtora, assistente de realização e montadora em diversos filmes produzidos pela VirVer. Entre 1979 e 1985 escreveu, produziu e realizou o seu primeiro e único filme, O Movimento das Coisas, rodado em Lanheses, na região norte de Portugal Minho. Em 2021, uma versão restaurada do filme foi distribuída pela primeira vez nos cinemas em Portugal. Em 1990, começou a escrever o argumento de uma segunda longa-metragem, Ondas, que ficaria inacabada por falta de apoio financeiro. Decepcionada, decidiu abandonar o cinema.

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Margarida Mendes
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Maria Augusta Ramos
Maria Augusta Ramos nasceu após o golpe militar no Brasil, em 1964. Desde o seu primeiro documentário, Ramos tem tentado sistematicamente retratar e perscrutar as instituições brasileiras, nomeadamente o sistema judicial e penal do país - incluíndo os seus tribunais, forças policiais e casas de detenção. Trabalhando dentro de uma tradição cinematográfica observacional e não intervencionista, Ramos recusa entrevistas, narração ou outras contribuições editoriais. À margem de uma certa tendência do cinema brasileiro, de explorar e espectacularizar questões relacionadas com a violência urbana e a criminalidade, Ramos faz uma abordagem pelo interior, perseguindo o que chama de 'Teatro da Justiça'. Ao fazer isso, a semelhança espacial entre tribunais e palcos não é ignorada pela cineasta, nem os aspectos performativos de juízes e promotores. A sua preferência por espaços internos - embora não seja uma regra - também pode estar relacionada com a importância que a cineasta - ex-aluna de musicologia e música eletroacústica - dá à composição formal.
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Maria Patrão
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Maria Rojas Arias

Maria Rojas Arias, artista visual e cineasta nascida na Colômbia em 1994, formou-se na KASK, School of Arts Gent, Bélgica. É co-diretora do La Vulcanizadora, Laboratório de Projetos em Artes Visuais, Cinema e Teatro Expandido. O seu trabalho trata de materiais de arquivo oficiais e não oficiais, articulados de forma ampliada, a fim de explorar formas de retratar realidades relacionadas com acontecimentos específicos do passado. Podem ser discursos nacionais, políticas de guerra, fundação e colonização de espaços e territórios, entre outros. As suas curtas incluem Abrir Monte (2021), Fu (2018) e La Casa Loca (2016). Em 2019, ela recebeu uma bolsa Next Generation do Fundo Prince Claus for Culture and Development.

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Mariana Caló e Francisco Queimadela

Mariana Caló e Francisco Queimadela são artistas pluridisciplinares que trabalham como dupla desde 2010, desenvolvendo a sua prática através do uso privilegiado da imagem em movimento, tanto na realização de filmes como em conjugação com o desenho, a pintura, a fotografia ou a escultura em contextos expositivos. O interesse pelo diálogo entre o biológico, o cultural e o vernacular é recorrente no seu trabalho.

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Martin Dale
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Maryam Tafakory

Maryam Tafakory (1987, Shiraz, Irão) é autora de curtos filmes-ensaio, compostos por colagens textuais e fílmicas que juntam poesia, documentário, performance e arquivos. A sua investigação artística foca-se em temas frequentemente negligenciados e tem vindo a estabelecer um diálogo com o cinema iraniano pós-revolução. A sua obra foi exibida em festivais e instituições como MoMA, a Quinzena dos Realizadores de Cannes, NYFF, Locarno, TIFF, FICUNAM, ICA, Anthology Film Archives, entre outros. Foi galardoada com o prémio Hugo de Ouro no 58º Chicago Int’l Film Festival, o Tiger Short Award no 51º IFFR, o Barbara Hammer Feminist Film Award no 60º Ann Arbor Film Festival e a Melhor Curta Experimental no 70º e 71º MIFF.

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Matilde Meireles

Matilde Meireles é uma artista sonora e pesquisadora que utiliza gravações de campo para compor projetos orientados para um local (site-oriented). O seu trabalho tem uma abordagem crítica multissensorial, duracional e multiperspectiva do local, onde Matilde investiga o potencial da escuta através de espectros e escalas como formas de sintonizar vários ecossistemas e articular experiências plurais do mundo. Alguns exemplos incluem as arquiteturas internas das canas e as complexas ecologias da água, ressonâncias em objetos do quotidiano, bairros locais e a arquitetura dos sinais de rádio. O seu próximo álbum pelo selo Crónica, intitulado Loop. And Again. (2024), investiga a dinâmica dos campos magnéticos, os intrincados arranjos de cabos elétricos e a sua interconexão com as mudanças na paisagem circundante. O seu trabalho também é regularmente apresentado sob a forma de performances, instalações, projetos comunitários e publicações. Ela possui um PhD em Sonic Arts pelo SARC: Centre for Interdisciplinary Research in Sound and Music, Queen’s University Belfast.

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Maya Rosa
Nasceu em 1976. Absence (2001), Une Autre Vie (2001), Chocalho (2000)
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Mercedes Álvarez

Espanha, 1966. Completou o Master em Documentário na Universidade Pompeu Fabra (Barcelona). Realizou a curta El Viento Africano em 2001 e fez a montagem de En Construcción, realizado por José Luis Guerín.

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Michel Khleifi
Filmes apresentados
Miguel C. Tavares
Filmes apresentados
Miguel Gomes

Miguel Gomes nasce em Lisboa, em 1972. Estuda na Escola Superior de Teatro e Cinema e trabalha como crítico de cinema entre 1996 e 2000. Realiza várias curtas e estreia-se na realização de longa-metragem com A CARA QUE MERECES (2004). AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO (2008) e TABU (2012) vêm confirmar o seu sucesso e projecção internacional. Em 2024 ganha o prémio de melhor realizador no Festival de Cannes com o filme GRAND TOUR.

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Miguel Tavares
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Miriam Martín

Miriam Martín trabalhou como programadora em várias instituições: no Museo Reina Sofia, MUSAC, CA2M e o festival Punto de Vista. Durante cerca de seis anos, organizou o cineclube Chantal, uma experiência estética e política semanal. Em 2019, realizou LA ESPADA ME LA HA REGALADO. Em 2023, VUELTA A RIAÑO. Também canta, traduz e escreve, e foi curadora de uma exposição sobre o 15M e a Comuna de Paris, “Con h minúscula”.

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Mohamad Al Roumi
Síria, 1945. Após uma graduação em Belas Artes, inicia a sua actividade de fotógrafo nos anos 70. Participa em várias missões fotográficas e arqueológicas.
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Mohanad Yaqubi
Mohanad Yaqubi é cineasta, produtor e um dos fundadores da produtora de Ramallah, Idioms Film. Yaqubi também é um dos fundadores do coletivo de pesquisa e curadoria Subversive Films, que se concentra em práticas cinematográficas militantes e, mais recentemente, é investigador da Royal Academy of Fine Arts (KASK) em Gent, na Bélgica. Enquanto produtor, a filmografia de Yaqubi inclui o documentário Infiltrators (Khaled Jarrar, 2013), Suspended Time (vários realizadores, 2013) e a curta narrativa Pink Bullet (Ramzi Hazboun, 2014), várias co-produções, incluindo a longa-metragem Habibi (dir. Susan Youssef, 2010), a curta Though I Know the River is Dry (dir. Omar R. Hamilton, 2012), e os documentários Ambulance (dir. Mohammed Jabaly, 2016) e Ouroboros (dir . Basma Sharif, 2017). A primeira longa-metragem de Yaqubi, Off Frame AKA Revolution Until Victory (2016) estreou no TIFF, passando também pela Berlinale, Cinéma du Réel, Dubai IFF e Yamagata, entre cinquenta outras estreias e exibições ao redor do mundo.
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Mónica Baptista

Mónica Batista, (nascida em 1984), é uma artista e cineasta experimental baseada no Porto, Portugal. Estudou Belas-Artes-Pintura e tem-se dedicado ao cinema experimental e ao documentário, usando principalmente formatos analógicos como Super8, 16mm e 35mm, recorrendo ao vídeo e à fotografia como matéria.

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Mujeres Creando

Mujeres Creando é um movimento anarco-feminista autónomo, fundado em 1992 em La Paz, Bolívia. Realiza acções criativas na rua — sendo o graffiti, presente em várias cidades da Bolívia, uma das suas formas principais. As integrantes do colectivo são mulheres de diferentes origens que partilham uma perspectiva comum: a criatividade como instrumento de luta e de participação social.

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Myriam Lefkowitz

Myriam Lefkowitz (nascida em 1980, Paris, França, onde mora presentemente) concluiu o mestrado em História na Universidade Paris-Sorbonne e estudou dança em Nova York, principalmente com a coreógrafa/bailarina Lisa Nelson. Desde 2010, a sua pesquisa tem-se focado em questões de atenção e percepção, investigações que ela desenvolve por meio de diferentes dispositivos de imersão, que envolvem encontros directos entre espectador e performer. Em 2011, participou do mestrado de experimentação em Arte e Política, SPEAP, Science Po Paris, fundado por Bruno Latour. Em 2013, tornou-se parte do comité de ensino da SPEAP. É regularmente convidada para workshops e palestras pela Escola Nacional de Arquitetura de Versalhes; Three Uses of the Knife, Vilnius; Open School East, Londres; la HEAD, Génova; Royal Institute of Art, Estocolmo; L’ERG, Bruxelas; e o departamento de Dança da Universidade de Paris 8, St. Denis.

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Naomi Uman

Naomi Uman (1962, Nova York) é uma cineasta e artista visual nascida nos Estados Unidos que vive e trabalha na Cidade do México. Naomi obteve o seu mestrado em 1998 pelo California Institute of the Arts e o seu diploma de graduação em 1993 pela Columbia University, na cidade de Nova York. Depois de ter estudado culinária e ter trabalhado em cozinha por muitos anos, Naomi Uman produziu um excelente corpo cinematográfico em 16mm. Os seus filmes pequenos e íntimos (muitas vezes analógicos) focam-se no trabalho das mulheres e as inter-relações humanas e do mundo natural. Essas obras poéticas moldam histórias extraídas da realidade e convidam o espectador a considerar a beleza dos atos repetitivos da vida quotidiana. Ela ganhou vários prémios, incluindo o apoio do National Endowment for the Arts, 2003; uma bolsa Guggenheim, 2002; Fideicomiso Para La Cultura y Las Artes, também conhecido como México/EUA. Fundo para a Cultura, 2000; e o Prémio Golden Gate, categoria Novas Visões, Festival Internacional de Cinema de São Francisco, 1999. Naomi Uman viveu aproximadamente dez anos na Ucrânia, um século depois dos seus bisavós terem emigrado da Ucrânia rural para os Estados Unidos em 1906.

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Nelson Carlo de los Santos Arias
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Nicolás Pereda
Nicolás Pereda (1982) nasceu no México e vive actualmente entre a Cidade do México, Toronto e Nova York. Numa cinematografia meticulosa, minimalista e cuidadosamente formalista, que frequentemente recorre a planos longos, Pereda entrelaça elementos do cinema narrativo e do documentário. Predominantemente filmados no seu país natal, os seus filmes investigam a estrutura das classes sociais mexicanas por meio da dinâmica familiar e das relações de amizade. Um sentido de comunidade permeia todos os seus filmes, já que o artista costuma trabalhar com o mesmo grupo de intérpretes, principalmente Gabino Rodrigues e Teresa Sánches, que aparecem, filme após filme, usando os seus próprios nomes mas numa configuração de relações sempre mutante. A presença recorrente dos mesmos performers, bem como a repetição de temas e ambiente social, configuram um jogo cinematográfico de repetição e variação que parece ligar todos os seus filmes. Pereda é também professor da Universidade Estatal de New Jersey. Nos últimos 10 anos, dirigiu mais de dez longas; o seu filme Summer of Goliath recebeu o prémio Orizzonti no Festival de Cinema de Veneza. Pereda realizou também filmes em colaboração com Andrea Bussman e Jacob Secher Schulsinger.
Filmes apresentados
Nicolas Philibert

Nascido em 1951 e tendo trabalhado como assistente de realização ao lado de realizadores como Alain Tanner ou Claude Goretta, estreou-se atrás das câmaras em 1978 com LA VOIX DE SON MAÎTRE, co-realizado com Gérard Mordillat, este documentário em que entrevistou os patrões dos principais grupos industriais franceses. Depois de assinar um conjunto de obras em torno do montanhismo para televisão, dedicou o resto do seu trabalho ao cinema sendo autor de uma obra caracterizada pela mais nobre tradição observacional do cinema direto e pela sua reinvenção por um olhar fortemente personalizado e inventivo. Ao longo das últimas décadas retratou como poucos as mais variadas instituições, desde o museu do Louvre a um hospital psiquiátrico, passando por um jardim zoológico ou uma escola de província, cenário de um dos seus filmes mais populares e acarinhados: ÊTRE ET AVOIR.

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Nicolas Rey
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Noël Burch
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Noémia Delgado

Noémia Delgado (1933-2016) é sobretudo reconhecida pela longa-metragem MÁSCARAS (1976), única obra realizada para o cinema, apesar de ter realizado uma quinzena de filmes para televisão. Com formação em artes plásticas, começou a trabalhar no cinema desde 1963, tendo um papel ativo no Cinema Novo. Foi assistente de montagem de filmes como VERDES ANOS (1963) e MUDAR DE VIDA (1966) de Paulo Rocha, ou O PASSADO E O PRESENTE (1971) de Manoel de Oliveira. Graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, estagiou com Jean Rouch em Paris. Em Paris descobriu o cinema contemporâneo africano e francês, assim como o cinema etnográfico europeu, experiências que viriam a ser determinantes. Entre 1974 e 1976, realiza o filme MÁSCARAS sobre os caretos tradicionais e os rituais arcaicos da região de Trás-os-Montes, aliando documentário, observação etnográfica e recriação ficcional. Participou na fundação do Centro Português de Cinema e foi assistente de Thomas Harlan no filme TORRE BELA (1977). Para a televisão, realizou séries e filmes, nomeadamente sobre escritores portugueses, sobre arte, arquitectura e património. Escreveu várias longas-metragens que nunca chegou a realizar por falta de financiamento.

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Nuno da Luz
Filmes apresentados
Nuno Ventura Barbosa
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Ogawa Productions

Criada no final da década de 1960, no Japão, por Ogawa Shinsuke, Ogawa Pro constitui uma referência fundamental na prática documental colectiva do pós-guerra. A sua obra abrange protestos estudantis, a participação na luta popular contra a construção do Aeroporto de Narita e, mais tarde, a vida na aldeia de Magino, incorporando formas radicais de colaboração e de cinema enquanto experiência social.

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Ono Satoshi

Nasceu em Yokohama em 1977. Depois de se formar na Universidade de Rissho, onde estudou psicologia, estudou cinema no Image Forum Institute of the Moving Image. Danchizake (Homemade Sake) é o seu trabalho de fim de curso e recebeu um prémio na projeção dos trabalhos de fim de curso de 2001.

Filmes apresentados
Os Filhos de Lumière
A associação cultural Os Filhos de Lumière, criada em 2000, nasce da vontade de ajudar os mais novos a descobrir o cinema, intervindo num sector da vida cultural e educativa onde pouco se tem investido. O workshop, realizado em Vila Nova de São Bento em parceria com a Câmara Municipal de Serpa, aqui apresentado, é o primeiro de um conjunto de workshops a realizar em parceria com a Associação Cultural O Lírio Roxo. Neste contexto, serão organizados anualmente encontros sobre cinema feito por jovens, cuja primeira edição se realizará em Nîmes em Julho de 2005 e a segunda em Serpa em 2006.
Filmes apresentados
Pablo García

Nasceu em Barcelona em 1970. Trabalhou em vários filmes como diretor de fotografia. Realizou, entre outros, a curta-metragem Alicia Retratada (2002) e as longas-metragens Fuente Álamo, la Caricia del Tiempo (2001), Bolboreta, Papallona, Mariposa (2007) e Tchindas (2015).

Filmes apresentados
Paula Gaitán

Poeta, fotógrafa, artista visual, professora e cineasta. Estudou Artes Visuais e Filosofia em Bogotá, Colômbia. Radicada no Brasil desde 1977, realizou as primeiras instalações com imagens em movimento e fotografia. Foi convidada para trabalhar na direcção artística de “A Idade da Terra” (1980), de Glauber Rocha, experiência determinante na sua formação estética e na percepção e aprendizagem da linguagem cinematográfica, tendo assim iniciado a sua carreira como realizadora, fortalecendo um diálogo com as artes visuais, a fotografia e a performance, obras que podem ser exibidas em salas de cinema, espaços públicos ou galerias de arte. A sua obra reúne uma enorme variedade de estilos e formatos, de adaptações literárias a videoclipes. Entre curtas e longas metragens, destacam-se Uaká (1987), premiado no 21o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Prémio Especial do Júri, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Som), Sutis Interferências (2016), exibido no FID Marseille, sobre a relação entre imagem e som a partir do trabalho do músico Arto Lindsay e mais recentemente É Rocha e Rio, Negro Leo (2002), filme manifesto com o músico, compositor e sociólogo Leonardo Campelo Gonçalves, com estreia mundial na 70ª Berlinale.

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Paulo Abreu
Filmes apresentados
Paulo Carneiro
Filmes apresentados
Paulo Rocha
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Pedro Costa

Naquela que poderia ser considerada a sua primeira incursão pelo documentário, Pedro Costa desmonta qualquer possibilidade de categorização. Após três longas-metragens realizadas entre 1989 e 1997, No Quarto da Vanda interrompe definitivamente a sistematização do processo de produção e põe em causa todas as noções que esse sistema informa sobre a relação do filme com o real.

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Pedro Nogueira
Filmes apresentados
Pedro Pinho

Pedro Pinho nasceu em Maio de 1977. Estudou cinema na ESTC em Lisboa e na ENSLL, em Paris, entre 1999 e 2003. Frequentou os cursos de realização de cinema e de argumento da London Film School e da Fundação Calouste Gulbenkian, em 2005 e 2006. Realizou duas curtas-metragens em contexto académico, “Perto” (2004) e “No Início” (2005). Em 2008, concluiu “Bab Sebta” – um documentário co-realizado com Frederico Lobo sobre os tempos de espera dos migrantes nas cidades de fronteira ao Sul da Europa – que foi premiado no FID Marseille 2008, no Doc Lisboa 2008 e no Forumdoc BH 2009. Em 2009, funda a produtora Terratreme com Leonor Noivo, Luisa Homem, Tiago Hespanha, João Matos e Susana Nobre, onde tem colaborado como produtor, argumentista e director de fotografia, em filmes como “Linha Vermelha” de José Filipe Costa, “Lacrau” de João Vladimiro e “A Fábrica De Nada” de Jorge Silva Melo. Desde 2010, trabalha no filme “As Cidades e as Trocas”, co-realizado com Luisa Homem, sobre os fluxos económicos e as transformações de paisagem motivados pela indústria do turismo. Em 2013, a sua primeira média-metragem de ficção, “Um Fim do Mundo”, estreou no Festival de Berlim, e desde então tem sido mostrada em vários festivais internacionais, estando prevista a sua estreia em sala em Outubro 2013.

Filmes apresentados
Pedro Sena Nunes
Pedro Sena Nunes Lisboa, 1968. Em 1992 terminou o Curso Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). Actualmente é coordenador geral da área de Som e Imagem da Escola Profissional de Imagem e Comunicação (etic_).
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Peter Hutton
Filmes apresentados
Peter Nestler
Nasceu em 1937 em Friburgo, na Floresta Negra. Após ter realizado uma série de pequenos documentários na Alemanha, centrados nas questões do trabalho e da transformação do espaço social e rural por influência da industrialização, Nestler emigrou para a Suécia em 1965, depois de ter realizado Von Griechenland, poderoso filme político que lhe valeu a acusação de «propaganda comunista». Nesse primeiro período radica uma obra cinematográfi ca essencial, tão vasta quanto desconhecida, com mais de 50 documentários realizados até hoje, muitos deles para a televisão. Entre as muitas vozes que habitam o cinema de Nestler, é a sua própria voz que, para além do comentário e da descrição, manifesta o peso próprio das coisas filmadas: os gestos do trabalho e da vida comum, os ritmos do quotidiano, os lugares do mundo, as idades humanas. Na descrição objectiva das transformações do mundo rural pela indústria, na apresentação da actualidade histórica da resistência política, no retrato cultural de um povo, ou na restituição da graça e da lucidez da linguagem da infância, o programa apresentado em Serpa constitui um retrato do trabalho de Nestler, percorrendo em três blocos diversos territórios e períodos do seu trabalho, dos primeiros fi lmes aos mais recentes. Nestler é provavelmente um dos cineastas que melhor explorou a complexa relação entre o som e a imagem, dando à palavra, ao texto, ao uso da voz e da música uma importância primordial. Dele escreveu Jean-Marie Straub, seu amigo, «acredito cada vez mais que Nestler foi o cineasta mais importante na Alemanha depois da Guerra», citando ainda, a propósito dos seus filmes, uma frase de Bertold Brecht: «Exumar a verdade enterrada nos escombros da evidência, reunir evidentemente o singular e o geral, fixar o particular no grande processo, esta é a arte dos realistas.»
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Pier Paolo Pasolini
Filmes apresentados
Pierre Creton
Nascido em 1966, vive e trabalha em Vattetot-sur-Mer (Seine Maritime), França. Depois dos estudos em Belas Artes no Havre, Pierre Creton decide instalar-se na Normandia, na região de Caux, onde tinha crescido e que se torna o território explorado e calcorreado nos seus fi lmes. Depois de Le Vicinal, primeira curta-metragem em 16mm, a mini-DV torna-se o instrumento apropriado ao seu trabalho e o único suporte dos seus fi lmes. É entre 1998 e 99 que se afirmam a forma e as preocupações do cineasta: entre o documentário e o ensaio íntimo, realiza três curtas-metragens, partindo cada uma de uma relação, de amizade ou de trabalho. E é trabalhando no sector da pesagem do controlo leiteiro que Creton tem a ideia para a sua primeira longa-metragem, Secteur 545 (2004): fi lme híbrido, simultaneamente um documentário sobre a criação bovina na região de Caux e fi cção íntima da relação de Creton com o patrão. Em 2006, realiza Paysage Imposé, documentário sobre o liceu agrícola de Yvetot, que se torna a primeira parte de uma trilogia sobre o mundo agrícola. Trabalha actualmente na terceira, consagrada a um lar de idosos. Paralelamente a este trabalho sobre e na região de Caux, Creton realiza uma curta metragem de ficção, Le Voyage à Vazelay (2006), peregrinação ao túmulo de Georges Bataille, um dos autores que alimentam a sua obra. O encontro com Vincent Barré, escritor viajante, escultor e artista plástico, dá lugar a outros dois filmes, co-realizados: Détour e L’Arc d’Iris são dois filmes de viagem, o primeiro nas Ilhas Shetland e o segundo nos Himalaias indianos. Recentemente, Pierre Creton participou na filmagem e na montagem de Mètis, filme de Vincent Barré sobre o seu trabalho de escultor. A amizade, o trabalho, o devir do mundo camponês e a relação com as paisagens: é a partir destas questões que os filmes de Pierre Creton esticam os limites do documentário, entrançando aí as linhas da ficção e do íntimo.
Filmes apresentados
Pierre Primetens
Filmes apresentados
Pierre-Marie Goulet
Pierre-Marie Goulet, com várias curtas documentais realizadas até à data, apresenta em 2000 a sua primeira longa-metragem, Polifonias, uma homenagem a Michel Giacometti. É co-fundador da recém-criada associação Os Filhos de Lumière, vocacionada para a sensibilização ao cinema enquanto forma de expressão artística.
Filmes apresentados
Rahul Roy
Rahul Roy graduou-se em Produção de Cinema e Televisão pelo Mass Communication Research Centre Jamia Millia Islamia, em Nova Delhi, em 1987. Desde então tem trabalhado como realizador independente de documentários. The City Beautiful é o seu terceiro filme sobre a classe trabalhadora de Delhi.
Filmes apresentados
Raúl Domingues
Filmes apresentados
Raymond Depardon
França, 1942. Nascido no seio de uma família de camponeses, trabalhou como fotógrafo e jornalista. Começou a trabalhar em cinema depois de ter criado um departamento independente dentro da agência fotográfica que fundou.
Filmes apresentados
Realizador Teste PT

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Rebecca Baron
Rebecca Baron faz filmes e instalações com imagem em movimento. O seus trabalhos foram exibidos extensivamente no seu país nativo, os EUA, e internacionalmente, incluindo Roterdão, Londres, Toronto, Oberhausen, Ann Arbor, New York Film Festival, Whitney Museum of American Art, Reina Sofia Madrid, MAK Museum Vienna, Flaherty Film Seminar, Orphans Film Symposium , IMAGES, Cinematheque Française e Viennale. É licenciada pela Brown University e tem um mestre pela Universidade de San Diego. Em 2002 foi bolseira do Guggenheim Fellowship, e do Radcliffe Fellowship em 2007. Lecionou no Massachusetts College of Art, na Universidade de Harvard e, actualmente, na CalArts.
Filmes apresentados
Regina Guimarães
Regina Guimarães, Porto, 1957. Argumentista, autora de diversos livros de poesia e letras para canções. Criou a banda “Três Tristes Tigres” com Ana Deus. Co-fundadora da associação Os Filhos de Lumière.
Filmes apresentados
Renata Sancho

Renata Sancho nasceu em 1973 e vive em Lisboa. É realizadora mas também trabalha profissionalmente como montadora e anotadora. Desde 2013 que gere a produtora Cedro Plátano. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, especialização em Cinema e Televisão na FCSH/UNL. Entre 2007 e 2015 foi professora-assistente no curso de mestrado de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Lecionou montagem no Instituto Politécnico de Leiria no curso de Som e Imagem, em 2010.

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René Allio
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Rita Morais
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Rithy Panh

Rithy Pahn é um realizador cambodjano cujo trabalho foca sobre as consequências do regime autocrático e totalitário do Khmer Rouge, sob o qual o povo do Camboja testemunhou o genocídio, a fome, a miséria e a exaustão, entre 1975 e 1979. Pahn fugiu para a Tailândia em 1979, escapando ao trágico fim que caiu sobre a sua família. Mais tarde fugiu para Paris, onde descobriu o cinema.

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Robert Fenz

Robert Fenz (1969, Ann Arbor, Michigan) é um dos cineastas mais singulares e empenhados em dar uma nova vida às tradições cinematográficas de vanguarda da atualidade. Os filmes de Fenz, maioritariamente filmados em 16mm a preto e branco, têm uma energia rara e uma beleza inquieta que recorda tanto as imagens inspiradas no jazz de fotógrafos da Escola de Nova Iorque, como Roy DeCarava, como os filmes de paisagem de um dos antigos professores de Fenz, Peter Hutton, e o trabalho documental de Johan van der Keuken e Chantal Akerman, alguns dos quais foram filmados pelo próprio Fenz. Os seus filmes são retratos pessoais e poéticos de pessoas e lugares que encontrou durante as suas muitas viagens a países como Cuba, México, Brasil e Índia. Faleceu em 2020.

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Robert Flaherty
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Robert Frank
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Robert Gardner, Michael Rockefeller, Olivia Wyatt
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Robert Kramer
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Robert Smithson
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Rony Brauman
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Rose Lowder

Rose Lowder (1941, Lima, Peru) é uma artista e cineasta que vive e trabalha em França. Estudou Belas Artes em Lima e depois em Londres. De 1964 a 1972, trabalhou na montagem de documentários, longas-metragens, publicidade e programas da BBC, em paralelo da sua prática artística. Desde 1972, vive e trabalha em Avignon e, desde 1977, tem-se dedicado inteiramente à realização, programação e investigação em torno de cinema experimental. Em 1981, co-fundou os Archives du Film Expérimental d’Avignon. A sua obra, com mais de quarenta filmes, é reconhecida entre as mais relevantes do cinema experimental francês. Trabalhando fotograma a fotograma, com uma câmera Bolex, filma processos naturais e paisagens das zonas rurais da Provence. Entre 1996 e 2005, foi professora associada de História, Teoria e Estética do Cinema Experimental, na Universidade Panthéon-Sorbonne, em Paris. O seu trabalho foi exibido em museus e instituições como o MoMA, Tate, Centre Pompidou, Ontario Art Gallery. Em 2023, recebeu o prémio AWARE Outstanding Merit 2023, atribuído a mulheres artistas com uma carreira de mais de 40 anos. Os seus filmes são distribuídos pela Light Cone.

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Rudolf Thome
Nasceu em Wallau/Lahn (agora Biedenkopf) em 14.11.1939; terminou o liceu num internato cristão em Gaienhofen, perto do Lago Constança, em 1960. Estudou língua e literatura alemã, filosofia e história em Munique e em Bonn, em 1960. Após uma viagem a Paris, começou a escrever suas primeiras críticas de filmes para o jornal Bonner Generalanzeiger, em 1962. Mudou-se para Munique, onde começou a escrever artigos para os periódicos Filmkritik e Film, bem como para o Süddeutscher Zeitung. Em 1964, colaborou com Max Zihlmann e Klaus Lemke na sua primeira curta-metragem, e tornou-se director administrativo do Munich Film Critics 'Club em 1965. Trabalhou como consultor de empréstimos para a sociedade de construção Neue Heimstatt e interrompeu a sua dissertação sobre o romance de Albert Paris Gütersloh Sonne und Mond para realizar a sua primeira longa-metragem; mudou-se para Berlim em 1973, onde escreveu críticas de filmes para o jornal Der Tagesspiegel e para a revista Hobo. Também trabalhou para o Freunde der deutschen Kinemathek. Fundou sua própria produtora, Moana Film, em 1977. Em 1981, recebeu o Prémio Guild na categoria de segundo melhor filme alemão, com o filme Berlin Chamissoplatz, e em 1989 o Prémio de Melhor Filme da Crítica Internacional em Montreal com O Filósofo. Em 1991, fundou sua própria empresa de distribuição, Prometheus.
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Saguenail
Saguenail, Paris, 1955. Encenador, autor de livros, colaborador em diversas revistas.
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Salomé Lamas
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Sana na N’Hada
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Sasha Litvintzeva
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Sasithorn Ariyavicha

Bangkok, 1963. M.A. em Media Studies da New School for Social Research, em Nova Iorque onde, nos anos 90, trabalhou em cinema. Em 2001, fundou Found Footage, um grupo independente de cinema. Escreve sobre cinema para várias publicações tailandesas.

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Sato Makoto

Nasceu em 1957. Formou-se em Filosofia na Universidade de Tóquio. Depois de trabalhar como assistente de realização em Innocent Sea: Minamata (Dir.: Naotaka Katori) em 1981, começou a viver em 1988 nas montanhas de Niigata com uma equipa de filmagem de sete pessoas para realizar Living on the River Agano (1992). Este filme ganhou vários prémios, incluindo o Prémio para Novos Artistas do Ministério da Educação. Depois disso, produziu, realizou e editou uma grande variedade de filmes e programas de televisão, incluindo Artists in Wonderland. O seu último filme, Out of Place: Memories of Edward Said (2005), foi lançado em DVD nos EUA. Sato faleceu em 2007.

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Serge Tréfaut
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Sergei Dvortsevoy

Sergey Dvorstsevoy é um realizador do Cazaquistão que chegou ao cinema no início dos anos 90, depois de quase uma década como especialista em navegação aérea. As três curtas-metragens documentais que realizou até à data foram aclamadas pela crítica pela sua abordagem naturalista e lírica ao retratar sociedades isoladas e nómadas.

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Sergio Tréfaut

Nasceu no Brasil em 1965, filho de mãe francesa e de pai português no exílio. Formou-se em filosofia na Sorbonne e começou a sua vida profissional em Lisboa onde se dedicou à realização. Os seus documentários foram exibidos em cinemas e festivais de mais de 40 países, recebendo sucessivos prémios: Outro País (1999), Fleurette (2002), Lisboetas (2005), A Cidade dos Mortos (2009), Alentejo, Alentejo (2014), Treblinka (2016). A sua primeira longa metragem de ficção, Viagem a Portugal (2011), com Maria de Medeiros e Isabel Ruth, também recebeu vários prémios internacionais. Raiva (2018) e A Noiva (2022) são as suas últimas longas-metragens.

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Shahab Mihandoust
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Sílvia das Fadas

Sílvia das Fadas (1983, Coimbra, Portugal) é uma cineasta, investigadora convivial e educadora radicada no sul de Portugal. Ela possui um mestrado em Cinema e Vídeo pela CalArts (EUA), foi bolsista de cooperação na Akademie Schloss Solitude em 2019 e bolseira visitante no Center for Place Culture and Politics, The Graduate Center, CUNY, em 2020. Atualmente, Sílvia é candidata ao PhD-in-Practice na Academia de Belas Artes de Viena, apoiada por uma bolsa da FCT. A sua filmografia recusa a digitalização do mundo. Ela está interessada na política intrínseca às práticas cinematográficas e no cinema como forma de estar junto na inquietação e na rutura.

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Silvia Maglioni & Graeme Thomson
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Sirah Foighel Brutmann e Eitan Efrat
Sirah Foighel Brutmann & Eitan Efrat, ambos nascidos em 1983 em Tel Aviv, moram em Bruxelas e trabalham em colaboração há vários anos. Brutmann estudou Coreografia e Performance no PARTS (Performing Arts Research and Training Studios) em Bruxelas e Efrat formou-se no VAV - departamento de imagem em movimento, na Gerrit Rietveld Academie, em Amsterdão. Juntos fundaram a produtora Til Far, que produz projetos de videoarte e dança, e fazem parte do coletivo Messidor, dirigido por artistas, juntamente com Pieter Geenen e Meggy Rustamova. A sua prática audiovisual concentra-se nos aspectos performativos da imagem em movimento. Trabalham as potencialidades espaciais e duracionais da leitura de imagens - em movimento e estáticas -, explorando as relações entre espectador e história, e a temporalidade narrativa e da memória. O seu trabalho foi exibido em festivais de cinema como o IDFA, IFF Roterdão, Courtisane, New Horizons e na ARTE/WDR. Com obras produzidas por Auguste Orts e Argos e premiadas nos festivais Images e Oberhausen.
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Sofia Arriscado
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Stephanie Spray e Pacho Velez
Stephanie Spray é uma cineasta, sonoplasta e antropóloga, cujo trabalho explora a confluência da estética social e da arte na vida quotidiana. É actualmente doutoranda e professora associada no Laboratório de Etnografia Sensorial e bolseira do Harvard Film Study Center. Em 1999, começou a estudar música, religião e línguas no Nepal e, desde então, tem passado muito tempo praticando a arte de 'vaguear' (dhulna jāne) com uma casta de músicos itinerantes chamada Gandharba. Fez vários filmes com esta comunidade, incluindo Kāle e Kāle (2007), Monsoon-Reflections (2008), Untitled (bed) (2009), As Long as There’s Breath (2010) e Untitled (2010). Pacho Velez fica um pouco entediado com filmes sóbrios. Prefere o inebriado - escolhas estéticas pobres, posturas políticas intemperantes e estruturas formais surpreendentes. Em 2010, completou o mestrado na CalArts. Agora trabalha e dá aulas entre Nova York e Boston. Pacho é bolseiro do Harvard Film Study Center e afiliado do Sensory Ethnography Lab. O seu novo filme, Manakamana (co-realizado com Stephanie Spray, produzido por Lucien Castaing-Taylor e Véréna Paravel) estreou este verão e ganhou o Leopardo de Ouro no Festival de Cinema de Locarno. Os seus trabalhos anteriores, em cinema e teatro, têm sido apresentados em todo o mundo.
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Stephen Dwoskin
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Sueli and Isael Maxakali com Colaboradores

Sueli e Isael Maxakali são cineastas do povo Tikmũ’ũn (Maxakali), que vive na Aldeia-Floresta-Escola em Minas Gerais, Brasil. Desde os anos 2000, realizam filmes por meio de processos colectivos com as suas comunidades, os povos-espírito yãmīyxop e vários colaboradores. As suas produções cinematográficas estão enraizadas na luta pelo território, ao mesmo tempo em que desenvolvem uma estética própria, moldada pelos espíritos yãmĩyxop, cantos, rituais e práticas de cuidado com a terra.

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Susana de Sousa Dias

Lisboa, 1962. Pós-graduação em Estética e Filosofia da Arte, Universidade de Lisboa. Licenciatura em Artes Plásticas/Pintura, Universidade de Lisboa Curso de Cinema, Escola Superior de Teatro e Cinema. Docente na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

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Susana de Sousa Dias

Susana de Sousa Dias é uma cineasta e artista portuguesa. As suas instalações exploram a dialética da história e da memória, questionando regimes de visibilidade estabelecidos com foco no arquivo. Utilizando fotografias e imagens de arquivo, os seus primeiros trabalhos (2000-2017) tratam da memória da ditadura em Portugal. Através de depoimentos de presos políticos, e resultante de extensa pesquisa nos arquivos nacionais, o seu trabalho desempenhou um papel importante na denúncia pública da repressão violenta e da tortura utilizada pelo regime. Mais recentemente, dirigiu Fordlandia Malaise, em 2019, e co-dirigiu Viagem ao Sol, com Ansgar Schaefer, em 2021. Colabora frequentemente com o irmão António de Sousa Dias, compositor e artista, na criação da banda sonora dos seus filmes. O seu trabalho recebeu inúmeros prémios e foi apresentado em todo o mundo. Em 2012, criou um coletivo feminino que dirigiu o Doclisboa durante duas edições, estabelecendo novas secções como Cinema de Urgência e Passagens (Documentário & Arte Contemporânea). Ela é cofundadora da produtora Kintop. É doutorada em Belas Artes-Vídeo e leciona na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

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Susana Nobre

Nasce em Lisboa em 1974. Em 1998 termina a licenciatura em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Desde aí realizou filmes que foram exibidos em festivais como Cannes, Berlinale, Rotterdão, BFI London Film Festival, Festival d’Angers, Viennale, Vila do Conde, Rio de Janeiro, Zinebi, entre outros. Em 2006 fundou a produtora Terratreme (antiga Raiva), onde tem feito a produção executiva de diversos projectos.

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Sylvain George

Sylvain George nasceu em Lyon, França. É licenciado em filosofia, direito e ciências políticas e cinema (EHESS, Sorbonne). Desde 2006, realiza documentários sobre os temas da imigração e dos movimentos sociais.

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Sylvie Lindeperg
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Tanawi Xucuru Kariri
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Teresa Vieira
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The Otolith Group
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Thomas Harlan
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Tiago Afonso

Porto, 1978. Licenciou-se em Cine-Vídeo na ESAP, fez a formação dos ateliers Varan no Programa Gulbenkian de Criatividades e Criação Artística, acompanhou o Seminário de Jean Rouch “Anthropologie et Cinema” na Cinemateca Francesa e concluiu o mestrado em cinema documental da ESMAE-IPP.
Tem como actividade principal a realização de filmes de pendor documental, tendo realizado filmes de intervenção e reflexão política, mas também obras de cariz autobiográfico e experimental. Realizou ainda vários trabalhos de instalação-vídeo.

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Tó Pinheiro
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Trevor Mathison & Gary Stewart

Trevor Mathison é artista, compositor, designer de som e técnico de gravação. A sua prática sonora – centrada na criação de paisagens auditivas fragmentadas e perturbadoras, e na integração de música existente – apareceu em mais de trinta filmes e instalações premiadas. Trevor foi membro fundador do coletivo de artistas cineculturais The Black Audio Film Collective (1982 -1998), onde os seus designs sonoros definiram e situaram as obras audiovisuais do Coletivo, incluindo Signs of Empire (1983), Handsworth Songs (1986) e O Último Anjo da História (1996). Ele continuou a trabalhar com alguns dos seus ex-colaboradores do BAFC (John Akomfrah, Lina Gopaul e David Lawson) fazendo design de som para vários documentários e instalações. Com Anna Piva e Edward George, formou os projetos “Flow Motion” e “Hallucinator”, cujo techno dub mutante teve destaque na editora discográfica de referência Chain Reaction. Nos últimos anos, Trevor produziu uma série de obras de arte e lançamentos de álbuns como parte do projeto contínuo e iterativo From Signal to Decay.

 

Gary Stewart é um artista interdisciplinar que trabalha na interseção entre som, imagem em movimento e criatividade computacional. O seu trabalho evoca questões sociais e políticas de identidade, cultura e tecnologia. Através do uso de tecnologias e práticas inovadoras, faz parte de uma rede global de colaboradores que defendem a igualdade, a justiça climática e uma melhor saúde através das artes, especialmente aqueles de comunidades marginalizadas. Operando através de uma série de enquadramentos teóricos, ficcionais e artísticos, o seu trabalho atravessa a arte mediática, a música experimental e a investigação. Sob o apelido de Bantu, Gary propõe-se a explorar e trazer novas perspectivas e, em particular, para “Black Noise”. O recente lançamento de Bantu, Instabilidade (2024), baseia-se tanto na experiência pessoal quanto no trauma coletivo – o de uma diáspora submetida aos rigores de um “ambiente hostil” prolongado. Como Dubmorphology, Trevor Mathison e Gary Stewart criam instalações e performances que incorporam elementos de dub e música concreta que funcionam como um agente de ligação para materiais visuais díspares que são unidos pelo que pode ser chamado de “ruído pós-soul”.

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Trinh T. Minh-ha

Trinh T. Minh-ha é escritora, teórica, compositora e cineasta cuja prática se posiciona principalmente nos campos dos estudos feministas e pós-coloniais. Nascida em Hanói, emigrou para os EUA durante a Guerra do Vietname, onde estudou composição musical, etnomusicologia e literatura francesa. Enquanto lecionava em Dakar, no Senegal, criou o seu primeiro filme, Reassemblage (1982), que documenta a vida das mulheres na zona rural do Senegal de uma forma que ela descreveu como “speaking nearby” em vez de “speaking about” os sujeitos que retrata (pode traduzir-se como “falar aproximadamente” em vez de “falar sobre”). Tem desafiado consistentemente o formato documental tradicional e tem desconstruído formas normativas de olhar e ouvir diferentes culturas, ao mesmo tempo que se dedica a questionar sistemas totalizantes de conhecimento e categorias de identidade. Ela considera que cada obra existe como um “evento de fronteira”, fugindo de rótulos como documentário, ficção ou filme experimental, posicionando o seu trabalho entre essas designações. Paralelamente a obras audiovisuais, publicou numerosos ensaios e livros sobre cinema, política cultural, feminismo e artes. É professora de retórica e de estudos de género e mulheres na Universidade da Califórnia, Berkeley.

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Tristan Bera
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Valentina Alvarado Matos

Valentina Alvarado Matos (Maracaibo, Venezuela, 1986) é uma artista sediada em Barcelona. A sua prática foca-se na colagem, utilizando diversos suportes: papel, película fílmica, cerâmica. Através da reflexão sobre a imagem e a sua materialidade, levanta questões relacionadas com as identidades diaspóricas, a paisagem e a linguagem. A sua obra foi exibida no Museum of Moving Image New York, Microscope Gallery, Los Angeles Film Forum, Viennale, IFFR, Oberhausen, Festival Punto de Vista, XCéntric, SFCinemateque, (S8) Mostra Cine Periférico, Salzburger Kunstverein, Conde Duque Madrid, Filmoteca da Catalunha, entre outros. O seu trabalho cinematográfico é distribuído pela Light Cone.

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Victor Erice

Nascido no País Basco em 1940, Víctor Erice é um dos mais notáveis cineastas europeus. O seu primeiro filme, O Espírito da Colmeia (1973) alcançou um enorme sucesso junto da crítica e público internacionais, sendo considerado um dos melhores filmes espanhóis já feitos. Segue-se O Sul (1983), apresentado na Selecção Oficial de Cannes, e O Sol de Marmelo (1992), realizado em colaboração com o artista Antonio Lopez, que ganhou o Prémio do Júri e o Prémio FIPRESCI em Cannes. Nos últimos 30 anos, Erice tem-se dedicado a uma variedade de projectos colectivos, à realização de curtas-metragens e de documentários. Cerrar los Ojos é a sua primeira longa-metragem de ficção em trinta anos.

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Video Tracts for Palestine

“Em novembro de 2023, um grupo reuniu-se em resposta ao genocídio em Gaza. Mais de cinquenta pessoas, cada uma mais ou menos isolada, gravaram pequenos vídeos nos locais onde se encontravam, mas sempre em nome do grupo. Chamámos a isto Video Tracts for Palestine. É um gesto antigo, enraizado nos famosos ciné-tracts dos anos 1960 contra a guerra no Vietnã e no contexto de Maio de 68. Vídeo porque o trabalho circula e é partilhado nas redes sociais, sobretudo no Instagram. Um acto imediato, nascido da urgência…”

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Vittorio De Seta
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Vladimir Léon
Nasce em Moscovo, em 1969, e chega a Paris em 1975, com o irmão Pierre, a mãe (russa) e o pai (francês). Nos seus documentários, a forma biográfica permite o acesso à história na sua relação íntima com o presente. A partir da actualidade da voz, sob a forma da evocação ou do inquérito, os acontecimentos do século cruzam-se com a memória singular: em Nissim dit Max, através do retrato do pai, correspondente em Moscovo do jornal francês L’Humanité, realizado a meias com o irmão, o realizador Pierre Léon; ou pelos testemunhos da biografia política de um revolucionário bengali, entre o México, a Rússia, a Alemanha e a Índia, em Le Brahmane du Komintern. Vladimir Léon prepara actualmente um projecto a partir dos escritos de Alexis de Tocqueville sobre a democracia na América. Os filmes de Léon questionam de forma objectiva o valor da entrevista filmada, e do testemunho e do comentário sobre a imagem, operando de modo subtil os registos da oralidade e da fixação da memória, entre as deslocações de sentido e a atenção ao equilíbrio sensível das distâncias afectivas e temporais entre o presente e o passado.
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Wang Bing
Filmes apresentados
Xu Routao e Huang Xiang
Filmes apresentados
Yan Yu e Li Yifan

Li Yifan nasceu na China, em 1966. Estudou no Central Drama Institute, em Pequim, trabalhando mais tarde como realizador e argumentista para TV. Em 2001 fundou o Fan & Yu Documentary Studio em Chongqing.
Yan Yu, nascido também na China, em 1971. Trabalhou como jornalista e como operador de câmara em documentários e publicidade, até 1998. Em 2001 fundou o Fan & Yu Documentary Studio em Chongqing com Li Yifan.

Filmes apresentados
Yervant Gianikian & Angela Ricci Lucchi
Filmes apresentados
Zhong Hua
Filmes apresentados