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Notícias        
10 Julho 2026
Crítica ao Doc’s Kingdom 2025 na Radical Philosophy

A crítica de Rita Macedo e Kerstin Stakemeier à 25.ª edição do Doc’s Kingdom, intitulada “A Collective / Inarticulate Harmony: A report on the film seminar Doc’s Kingdom (Odemira, November 14 to 19 2025)” já se encontra disponível na última edição de Radical Philosophy 2.21:

 

“Foi este gradiente de convicções anticapitalistas divergentes — que se estendeu desde as lutas em torno da modernidade e do domínio sobre os seus progressos duvidosos até às lutas contra a modernidade e a sua destituição e primitivização dos sentidos locais — que caracterizou o programa deste seminário de cinema sediado em Portugal, cujo título de 2025 foi inspirado num poema de Sean Bonney, ‘A Collective / Inarticulate Harmony’ e decorreu em Odemira, de 14 a 19 de novembro de 2025. Sob a direção de Catarina Boieiro e Stefanie Baumann, esta edição, dedicada exclusivamente a formas coletivas de realização de documentários, foi comissariada por Raquel Schefer e Rita Morais. O programa de seis dias reuniu o trabalho de seis coletivos — Grupo Zero, Ogawa Productions, CAMP, Sueli e Isael Maxakali com colaboradores, Mujeres Creando e Video Tracts for Palestine —, todos produzindo formatos de luta fílmica com e sobre a modernidade.”

 

Na crítica, e a título de um preâmbulo à história de coletivos cinematográficos, refere-se a cooperativa Cinéma du Peuple, ativa entre 1913 e 1914, e evoca-se a possibilidade de uma contra-história da relação entre cinema, coletivos e expropriação de terras. Macedo e Stakemeier examinam com detalhe o trabalho de cada coletivo em relação às tensões em torno da expropriação de terras, do extrativismo e da violência genocida, comparando o uso que fazem do cinema documental e dos arquivos com a cumplicidade histórica que o cinema tem tido, em grande medida, nesses processos brutais associados à modernização forçada — uma cumplicidade que está historicamente ligada ao achatamento redutor dos sujeitos considerados “amodernos” (um termo proposto por Macedo e Stakemeier). A crítica apresenta análises e comparações das lutas de resistência de muitos dos coletivos presentes na última edição — e a sua relação com e contra o documentário enquanto registo da luta.

 

 

Ver o texto completo aqui.

 

 

Rita Macedo é cineasta e docente. Leciona na Brunswick University of Arts e programa para o European Media Arts Festival (Osnabrück).

 

Kerstin Stakemeier é escritora e docente. Leciona na Academy of Fine Arts Nuremberg e escreve em Berlim.